A viabilidade operacional do reúso de água está diretamente associada à manutenção contínua da qualidade final, especialmente quando essa água retorna a processos produtivos, sistemas de lavagem, torres de resfriamento ou etapas operacionais sensíveis. Mesmo após o tratamento, a água de reúso permanece exposta a variações de carga residual de sólidos suspensos, presença de microbolhas, formação de incrustações e interferências inerentes ao próprio processo de tratamento. Qualquer instabilidade nesse ponto compromete a continuidade do processo e aumenta riscos operacionais. Por se tratar de um ambiente contínuo, a operação exige monitoramento online, confiável e com baixa necessidade de intervenção manual, além de instrumentação robusta, submersível e plenamente integrada aos sistemas de automação industrial, garantindo transmissão de dados em tempo real.
Turbidez como indicador crítico de confiabilidade do tratamento
Dentro dessa lógica de continuidade operacional, a turbidez se consolida como indicador indireto da presença de partículas e da eficiência global do tratamento, assumindo papel central na validação da água destinada ao reúso. Alterações inesperadas na turbidez são sinais diretos de possíveis falhas em etapas anteriores, como filtração, sedimentação ou processos físico-químicos, colocando em risco a confiabilidade do reúso. Diferentemente de análises laboratoriais ou medições pontuais, que são demoradas e reativas, o controle efetivo exige verificação contínua e imediata, capaz de sustentar decisões operacionais em tempo real e evitar que água fora de especificação seja reinserida no sistema.
Desafio técnico: medir turbidez com estabilidade em ambiente real
O desafio técnico não se limita à leitura do valor de turbidez, mas à estabilidade da medição ao longo do tempo. Ambientes de reúso favorecem depósitos na janela óptica, formação de bolhas e variações na concentração de sólidos, fatores que podem introduzir erros de leitura se não forem adequadamente controlados. Assim, a instrumentação precisa combinar alta estabilidade, ampla faixa de medição, capacidade de operação contínua e baixa necessidade de manutenção, assegurando que a turbidez permaneça um parâmetro confiável para a gestão da qualidade da água de reúso, mesmo em condições operacionais variáveis.
Integração da medição de turbidez ao ambiente operacional
É nesse ponto do processo que o sensor digital de turbidez NTU da Aqualabo se insere de forma orgânica na operação. Baseado no princípio nefelométrico, o sensor realiza a medição por dispersão de luz infravermelha a 90°, técnica reconhecida pela estabilidade e confiabilidade na determinação da turbidez. A utilização de tecnologia infravermelha por fibra óptica reduz interferências associadas à variação de cor da água, característica comum em sistemas de reúso. Sua ampla faixa de medição de 0 a 4000 NTU, organizada em quatro faixas mais uma faixa automática, permite acompanhar desde condições de baixa turbidez até desvios operacionais significativos, sem necessidade de substituição do instrumento.
Robustez, submersão e mitigação de incrustações
A construção robusta e submersível (IP68) viabiliza a instalação direta do sensor em tanques, canais ou pontos finais de tratamento, alinhando-se às exigências físicas do ambiente de reúso. Em aplicações com maior propensão à incrustação, o sensor pode operar com o acessório de limpeza automática HYDROCLEAN, recurso que atua diretamente na redução de depósitos na janela óptica, diminuindo a frequência de manutenção manual e preservando a estabilidade da leitura ao longo do tempo. Essa característica é determinante para manter a confiabilidade do dado em operações contínuas e minimizar paradas não programadas.
Dados contínuos como suporte à decisão operacional
A comunicação digital aberta, disponível via MODBUS RTU RS-485 ou SDI-12, permite que a medição de turbidez seja integrada diretamente a controladores, dataloggers e sistemas supervisórios, garantindo visualização e registro contínuo dos dados. A transmissão digital assegura maior imunidade a ruídos, facilita a integração em arquiteturas de automação existentes e transforma a turbidez em um parâmetro efetivamente utilizável para ações corretivas imediatas, aumentando a segurança do processo e reduzindo riscos associados ao reúso inadequado da água.
Rastreabilidade e confiabilidade ao longo do tempo
A calibração com padrões certificados de formazina, associada a verificações periódicas, assegura a rastreabilidade metrológica e a confiabilidade dos dados de turbidez ao longo do tempo. Esses elementos são essenciais para o gerenciamento da qualidade da água de reúso, especialmente em contextos onde o atendimento a requisitos operacionais e ambientais é estratégico. O baixo consumo de energia do sensor amplia sua aplicabilidade, inclusive em instalações remotas ou sistemas com restrições energéticas, sem comprometer a continuidade do monitoramento.
Gestão ativa da qualidade no reúso de água
No reúso de água, a turbidez deixa de ser apenas um parâmetro de controle e passa a integrar a gestão ativa da continuidade operacional. A incorporação de um sensor online, como o sensor digital da Aqualabo de turbidez NTU na entrada e Lowtus na saída, transforma a medição em um fluxo contínuo de informação confiável, diretamente conectado ao sistema de automação. Sua tecnologia nefelométrica por infravermelho, aliada à operação submersível, ampla faixa de medição, comunicação digital aberta e opção de limpeza automática, sustenta medições estáveis mesmo em ambientes desafiadores. Dessa forma, o controle da turbidez se consolida como elemento estruturante da confiabilidade do reúso, apoiando decisões operacionais, reduzindo riscos e promovendo eficiência no uso dos recursos hídricos em contextos industriais e de saneamento.
NTU – Sensor digital de turbidez
Sensor NTU
Descrição
A sonda óptica de turbidez NTU é baseada no princípio nefelométrico, com medição por dispersão de luz infravermelha a 90°. A ampla faixa de 0 a 4000 NTU garante excelente desempenho em aplicações de monitoramento de qualidade da água.
Vantagens
Tecnologia infravermelha de fibra óptica
Faixas de medição: 0 a 4000 NTU (em 4 faixas + faixa automática)
Possibilidade de medição em mg/L (MES: 0–4500 mg/L)
Construção robusta e submersível (IP68)
Opção de limpeza automática com acessório HYDROCLEAN
Protocolo de comunicação aberto (MODBUS RTU RS-485 ou SDI-12)
Sensor com consumo de energia muito baixo
Arquivos
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FAQ – NTU
Como calibrar um sensor de turbidez?
A calibração é feita com padrões certificados de formazina, em concentrações conhecidas. Após a calibração inicial, recomenda-se verificar a precisão medindo novamente os padrões e ajustar se necessário. Calibrações e registros periódicos garantem medições confiáveis.
Como fazer a manutenção de uma sonda de turbidez?
É importante limpar regularmente a janela óptica para remover depósitos e incrustações. Sistemas de limpeza automática (como HYDROCLEAN ou a versão com autolimpeza de alguns modelos) ajudam a reduzir a frequência de manutenção. Também é recomendado calibrar periodicamente com padrões de turbidez e proteger o sensor de impactos mecânicos.
Esse tipo de sonda é adequada para uso portátil?
Sim. O design compacto e leve permite o uso tanto em sistemas fixos quanto em medições de campo, oferecendo flexibilidade em diferentes cenários de monitoramento.
Como a tecnologia lida com bolhas e depósitos que podem afetar a medição?
O projeto óptico e os sistemas de autolimpeza ajudam a minimizar a influência de bolhas de ar e incrustações, mantendo a estabilidade da leitura mesmo em condições desafiadoras.
Qual a vantagem da comunicação digital?
A comunicação Modbus RS-485 ou SDI-12 possibilita integração fácil com controladores, dataloggers e sistemas supervisórios, com transmissão de dados em tempo real e maior imunidade a ruídos.





