Sensor de turbidez em redes de distribuição de água

Sensor de turbidez em redes de distribuicao de agua

Em uma rede de distribuição pressurizada, qualquer perturbação estrutural interna se manifesta primeiro como alteração física da água, antes mesmo de impactos hidráulicos mensuráveis ou reclamações de consumidores. A turbidez assume, nesse contexto, o papel de sinal operacional primário, pois responde de forma direta e quase imediata à entrada de partículas sólidas em suspensão, sedimentos e materiais do solo. Esse comportamento transforma o monitoramento online da turbidez em um recurso técnico estratégico para identificar rompimentos de tubulações, eventos de manutenção não planejados ou falhas estruturais incipientes, reduzindo o tempo de resposta e os volumes de água perdidos.

Risco operacional associado à intrusão de sólidos na rede

Quando ocorre um rompimento de tubulação, a rede passa a operar sob uma condição anormal caracterizada pela entrada abrupta de areia, partículas do solo e materiais externos. Esse fenômeno provoca um aumento repentino da turbidez, muitas vezes detectável antes de quedas significativas de pressão. Métodos tradicionais baseados apenas em indicadores hidráulicos ou inspeções visuais tendem a apresentar atraso, ampliando danos à infraestrutura e comprometendo a qualidade da água distribuída. A ausência de monitoramento contínuo permite que a rede permaneça longos períodos operando fora das condições ideais, agravando riscos operacionais, perdas de água e impactos à segurança do fornecimento.

Ambiente operacional e requisitos da instrumentação

As redes de distribuição de água operam de forma contínua e distribuída, abrangendo longos trechos de tubulações enterradas, reservatórios intermediários e pontos de entrega ao consumidor final. O ambiente impõe requisitos técnicos específicos: sensores devem operar submersos, suportar variações de fluxo, presença ocasional de bolhas, longos períodos de operação contínua e manter estabilidade e repetibilidade das medições ao longo do tempo. Além disso, a instrumentação precisa integrar-se diretamente aos sistemas de aquisição de dados existentes, com baixa necessidade de manutenção, garantindo confiabilidade mesmo diante de intervenções hidráulicas ou eventos inesperados.

Inserção do sensor no contexto operacional da rede

Dentro dessa lógica de operação contínua, o sensor digital de turbidez NTU da Aqualabo atua como elemento permanente de vigilância da integridade da rede. Baseado no princípio nefelométrico, com medição da dispersão de luz infravermelha a 90°, o sensor é capaz de detectar variações sutis ou abruptas na concentração de partículas em suspensão. A tecnologia infravermelha confere estabilidade frente à cor da água, assegurando leituras consistentes mesmo sob condições hidráulicas variáveis.

A faixa de medição de 0 a 4000 NTU, organizada em múltiplas faixas com seleção automática, permite acompanhar tanto a operação normal quanto picos de turbidez associados a intrusões externas.

Instalação distribuída e integração com sistemas de supervisão

A construção robusta e submersível (IP68) viabiliza a instalação direta em câmaras de válvulas, poços de monitoramento e outros pontos estratégicos da rede. A comunicação digital via MODBUS RTU RS-485 ou SDI-12 permite integração direta com SCADA, dataloggers e sistemas de supervisão, possibilitando acompanhamento em tempo real e registro histórico dos eventos. O baixo consumo de energia amplia a viabilidade de aplicações remotas e distribuídas, favorecendo estratégias de monitoramento em larga escala ao longo da rede.

Para ambientes sujeitos a incrustações, a opção de limpeza automática HYDROCLEAN contribui para a estabilidade da medição, reduzindo intervenções manuais e preservando a confiabilidade dos dados ao longo do tempo.

Impactos operacionais e controle baseado em dados

A utilização contínua da turbidez como variável operacional reduz a dependência de ações reativas e antecipa a atuação das equipes técnicas. A detecção precoce de anomalias permite intervenções localizadas, mitigando danos estruturais e diminuindo perdas de água. Os procedimentos padronizados de calibração com formazina asseguram rastreabilidade metrológica e confiabilidade das medições, sustentando o uso do dado de turbidez como base objetiva para tomada de decisão.

Nesse cenário, a turbidez deixa de ser apenas um parâmetro de qualidade e passa a integrar o controle do processo de distribuição, apoiando estratégias modernas de gestão e proteção da infraestrutura.

Continuidade do serviço e integridade da rede

Ao incorporar o monitoramento online da turbidez como parte da operação cotidiana, a rede ganha visibilidade operacional contínua sobre sua própria integridade. A combinação entre tecnologia nefelométrica infravermelha, ampla faixa de medição, instalação submersível, integração digital e baixo consumo energético posiciona o sensor NTU da Aqualabo como um componente funcional do sistema, e não como um elemento isolado.

Essa abordagem transforma eventos de rompimento em sinais detectáveis em tempo hábil, permitindo respostas mais rápidas, redução de perdas e maior segurança no fornecimento ao consumidor final, alinhando a operação às práticas modernas de gestão de redes de distribuição de água.

Água potável: precisão que garante conformidade

No setor de saneamento, a legislação brasileira (Portaria 888) determina que 100% das amostras apresentem turbidez inferior a 1 NTU, e 95% abaixo de 0,5 NTU. Em outras palavras, a água potável precisa ser transparente, como vemos na imagem acima.

Por isso, o monitoramento deve ocorrer em nível de filtro (cada saída de filtro deve ser monitorada). Se realizado em laboratório, o custo e a eficiência operacional são baixos, mas, se realizado em tempo real com sondas online, é possível garantir que qualquer variação na eficiência do tratamento seja detectada imediatamente, permitindo ajuste imediato.

Sensores de alta resolução em NTU da Aqualabo — com faixas automáticas de 0 a 10 NTU — permitem acompanhar cada estágio do processo e garantir que o produto final esteja dentro dos limites exigidos.

Essa prática não apenas evita não conformidades e multas, mas também garante a segurança hídrica e otimiza a manutenção preventiva nas Estações de Tratamento de Água (ETAs).

Sensor NTU

NTU – Sensor digital de turbidez

Sensor NTU

A sonda óptica de turbidez NTU é baseada no princípio nefelométrico, com medição por dispersão de luz infravermelha a 90°. A ampla faixa de 0 a 4000 NTU garante excelente desempenho em aplicações de monitoramento de qualidade da água.

 

  • Tecnologia infravermelha de fibra óptica

  • Faixas de medição: 0 a 4000 NTU (em 4 faixas + faixa automática)

  • Possibilidade de medição em mg/L (MES: 0–4500 mg/L)

  • Construção robusta e submersível (IP68)

  • Opção de limpeza automática com acessório HYDROCLEAN

  • Protocolo de comunicação aberto (MODBUS RTU RS-485 ou SDI-12)

  • Sensor com consumo de energia muito baixo

Tem dúvidas sobre calibração, manutenção, integração ou suporte técnico?

FAQ – NTU

Como calibrar um sensor de turbidez?

A calibração é feita com padrões certificados de formazina, em concentrações conhecidas. Após a calibração inicial, recomenda-se verificar a precisão medindo novamente os padrões e ajustar se necessário. Calibrações e registros periódicos garantem medições confiáveis.

É importante limpar regularmente a janela óptica para remover depósitos e incrustações. Sistemas de limpeza automática (como HYDROCLEAN ou a versão com autolimpeza de alguns modelos) ajudam a reduzir a frequência de manutenção. Também é recomendado calibrar periodicamente com padrões de turbidez e proteger o sensor de impactos mecânicos.

 

Sim. O design compacto e leve permite o uso tanto em sistemas fixos quanto em medições de campo, oferecendo flexibilidade em diferentes cenários de monitoramento.

 

O projeto óptico e os sistemas de autolimpeza ajudam a minimizar a influência de bolhas de ar e incrustações, mantendo a estabilidade da leitura mesmo em condições desafiadoras.

 

A comunicação Modbus RS-485 ou SDI-12 possibilita integração fácil com controladores, dataloggers e sistemas supervisórios, com transmissão de dados em tempo real e maior imunidade a ruídos.

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