Antes que a água alcance as turbinas, ela já carrega informações determinantes sobre o nível de risco operacional do processo. Em usinas hidrelétricas, grandes volumes de água bruta provenientes da bacia hidrográfica chegam às tomadas d’água e canais de adução sujeitos a variações sazonais, eventos de chuva intensa, processos erosivos e transporte de sedimentos em suspensão. A turbidez, nesse contexto, atua como um parâmetro representativo da concentração de partículas sólidas dispersas, refletindo diretamente a condição da água que entrará em contato com componentes hidráulicos sensíveis. A ausência de controle contínuo nesse ponto compromete a capacidade da operação de antecipar cenários de abrasão acelerada, desgaste mecânico e perda de eficiência energética, impactando a confiabilidade global da usina.
Risco operacional associado à ausência de monitoramento contínuo
Quando níveis elevados de turbidez não são detectados de forma confiável e em tempo real, as turbinas ficam expostas a condições severas de operação sem qualquer margem de resposta preventiva. A consequência direta é o aumento da frequência de paradas para manutenção, redução da vida útil dos equipamentos eletromecânicos e degradação gradual do desempenho do sistema de geração. O desafio técnico não se limita à medição pontual: em ambientes hidrelétricos, há variações rápidas na concentração de sólidos, presença de sedimentos abrasivos, bolhas de ar, fluxo variável e tendência à formação de incrustações sobre superfícies ópticas. Esses fatores exigem medições estáveis, contínuas e integráveis, capazes de fornecer dados consistentes mesmo sob condições ambientais adversas.
Inserção da instrumentação no contexto hidráulico da usina
É nesse ambiente que a instrumentação analítica precisa operar como parte do processo, e não como um elemento isolado. O sensor digital de turbidez NTU da Aqualabo atua de forma online, utilizando o princípio nefelométrico com dispersão de luz infravermelha a 90°, tecnologia reconhecida pela sensibilidade e estabilidade na detecção de partículas em suspensão. A faixa de medição de 0 a 4000 NTU, distribuída em múltiplas faixas com seleção automática, permite acompanhar desde condições normais de operação até eventos de alta carga de sólidos, típicos de períodos chuvosos. A possibilidade de medição também em mg/L (MES) amplia a correlação entre turbidez e material em suspensão, reforçando a interpretação técnica dos dados no controle do processo hidráulico.
Robustez metrológica frente às condições ambientais
A operação submersa em hidrelétricas impõe requisitos físicos e metrológicos específicos. A construção robusta e submersível IP68 do sensor atende às variações de pressão, à presença contínua de água e às condições agressivas do ambiente. A utilização de tecnologia infravermelha por fibra óptica contribui para a estabilidade das leituras, reduzindo interferências externas e efeitos indesejados causados por bolhas de ar. Em pontos com maior tendência à incrustação, o uso do acessório de limpeza automática HYDROCLEAN permite manter a superfície óptica limpa, diminuindo a necessidade de intervenções manuais e assegurando a continuidade da medição ao longo do tempo.
Integração com automação e confiabilidade dos dados
Para que a turbidez se torne uma variável operacional efetiva, os dados precisam estar disponíveis nos sistemas de controle da usina. A comunicação digital aberta via MODBUS RTU RS-485 ou SDI-12 viabiliza a integração direta com sistemas supervisórios e controladores existentes, garantindo transmissão em tempo real, maior imunidade a ruídos e rastreabilidade histórica das medições. A calibração com padrões certificados de formazina, aliada a verificações periódicas, assegura a validade técnica dos dados utilizados na tomada de decisão. O baixo consumo de energia amplia a flexibilidade de instalação, inclusive em pontos remotos da estrutura hidráulica.
Continuidade do processo e suporte à gestão de ativos
A presença de um sensor de turbidez online integrado ao processo permite identificar rapidamente aumentos anormais de turbidez, possibilitando ações operacionais preventivas antes que as turbinas sejam submetidas a condições críticas de abrasão. O design compacto do sensor favorece tanto instalações fixas quanto medições de campo para diagnóstico ou validação. A estabilidade das medições, reforçada pela limpeza automática e pela comunicação digital, reduz paradas não planejadas e apoia o planejamento de manutenção, contribuindo para uma gestão mais eficiente da qualidade da água e dos ativos da usina.
Turbidez como elemento ativo da estabilidade operacional
Na prática operacional de uma hidrelétrica, a medição online da turbidez deixa de ser apenas um indicador de qualidade da água e passa a integrar o conjunto de variáveis que sustentam a estabilidade do processo de geração. A instrumentação baseada em tecnologia nefelométrica infravermelha, com ampla faixa de medição, construção submersível e comunicação digital aberta, transforma um parâmetro físico-químico em suporte direto à proteção das turbinas. Ao fornecer dados contínuos e confiáveis, o sensor NTU da Aqualabo contribui para decisões técnicas fundamentadas, alinhando instrumentação analítica, confiabilidade operacional e longevidade dos equipamentos no contexto específico das usinas hidrelétricas.
NTU – Sensor digital de turbidez
Sensor NTU
Descrição
A sonda óptica de turbidez NTU é baseada no princípio nefelométrico, com medição por dispersão de luz infravermelha a 90°. A ampla faixa de 0 a 4000 NTU garante excelente desempenho em aplicações de monitoramento de qualidade da água.
Vantagens
Tecnologia infravermelha de fibra óptica
Faixas de medição: 0 a 4000 NTU (em 4 faixas + faixa automática)
Possibilidade de medição em mg/L (MES: 0–4500 mg/L)
Construção robusta e submersível (IP68)
Opção de limpeza automática com acessório HYDROCLEAN
Protocolo de comunicação aberto (MODBUS RTU RS-485 ou SDI-12)
Sensor com consumo de energia muito baixo
Arquivos
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FAQ – NTU
Como calibrar um sensor de turbidez?
A calibração é feita com padrões certificados de formazina, em concentrações conhecidas. Após a calibração inicial, recomenda-se verificar a precisão medindo novamente os padrões e ajustar se necessário. Calibrações e registros periódicos garantem medições confiáveis.
Como fazer a manutenção de uma sonda de turbidez?
É importante limpar regularmente a janela óptica para remover depósitos e incrustações. Sistemas de limpeza automática (como HYDROCLEAN ou a versão com autolimpeza de alguns modelos) ajudam a reduzir a frequência de manutenção. Também é recomendado calibrar periodicamente com padrões de turbidez e proteger o sensor de impactos mecânicos.
Esse tipo de sonda é adequada para uso portátil?
Sim. O design compacto e leve permite o uso tanto em sistemas fixos quanto em medições de campo, oferecendo flexibilidade em diferentes cenários de monitoramento.
Como a tecnologia lida com bolhas e depósitos que podem afetar a medição?
O projeto óptico e os sistemas de autolimpeza ajudam a minimizar a influência de bolhas de ar e incrustações, mantendo a estabilidade da leitura mesmo em condições desafiadoras.
Qual a vantagem da comunicação digital?
A comunicação Modbus RS-485 ou SDI-12 possibilita integração fácil com controladores, dataloggers e sistemas supervisórios, com transmissão de dados em tempo real e maior imunidade a ruídos.





