Sensor de turbidez em efluentes industriais

Sensor de turbidez em efluentes industriais

Em sistemas industriais onde decantação, flotação ou filtração são etapas críticas, a elevação não controlada da turbidez não é apenas um desvio de qualidade: ela indica a perda de eficiência da separação sólido-líquido. Esse fenômeno ocorre com frequência em operações de papel e celulose, mineração, alimentos e bebidas, química e tratamento de superfícies, nas quais a variabilidade da carga afluente e das condições hidráulicas é inerente ao processo. A presença contínua de partículas em suspensão torna o efluente altamente dinâmico, exigindo instrumentos capazes de responder em tempo real a essas variações.

Quando sólidos não removidos avançam no sistema, etapas posteriores são sobrecarregadas, custos operacionais aumentam e o controle interno do processo se torna reativo. A turbidez, por sua relação direta com a concentração de partículas suspensas, passa a ser o indicador técnico mais sensível para revelar essas falhas assim que elas surgem.

Limitações operacionais sem monitoramento contínuo

A ausência de medição online de turbidez compromete a capacidade de identificar rapidamente desvios causados por variações na carga afluente, falhas mecânicas, dosagem inadequada de produtos químicos ou alterações hidráulicas. Em ambientes industriais severos — com sólidos abrasivos, incrustações, bolhas de ar e variações de temperatura — medições pontuais não refletem o comportamento real do efluente ao longo do tempo.

Sem dados contínuos e confiáveis, efluentes fora das condições esperadas seguem adiante no processo, reduzindo a previsibilidade operacional. Por isso, a instrumentação analítica aplicada a efluentes industriais precisa operar de forma contínua, robusta, integrada a sistemas de controle e com baixo consumo de energia, fornecendo suporte técnico direto às decisões operacionais.

A medição nefelométrica inserida no fluxo operacional

Dentro desse contexto operacional, a medição nefelométrica por luz infravermelha a 90° se integra ao processo como um recurso técnico de vigilância contínua. O Sensor digital de turbidez NTU da Aqualabo atua diretamente no ponto onde a instabilidade se manifesta: a variação da concentração de sólidos em suspensão ao longo do tratamento do efluente.

Projetado para monitoramento contínuo da qualidade da água e de efluentes industriais, o sensor utiliza tecnologia infravermelha com fibra óptica, permitindo medições estáveis mesmo na presença de bolhas de ar e depósitos. A faixa de medição de 0 a 4000 NTU, distribuída em quatro faixas fixas mais uma faixa automática, garante operação tanto em condições normais quanto em situações de falha severa do processo. Adicionalmente, a possibilidade de leitura em mg/L de MES amplia a correlação direta com a concentração de sólidos em suspensão.

Robustez física e integração ao controle do processo

A inserção do sensor em ambientes industriais agressivos é viabilizada por sua construção submersível com grau de proteção IP68, adequada para operação contínua em efluentes com características físico-químicas variáveis. A comunicação digital via MODBUS RTU RS-485 ou SDI-12 permite integração direta com controladores, dataloggers e sistemas supervisórios, assegurando a transmissão de dados em tempo real para acompanhamento do desempenho da separação sólido-líquido.

Para manter a confiabilidade das medições ao longo do tempo, o sensor pode ser equipado com limpeza automática HYDROCLEAN, que reduz incrustações na janela óptica e diminui a necessidade de intervenções manuais. O baixo consumo de energia favorece aplicações contínuas e instalações remotas, enquanto a calibração com padrões certificados de formazina e as verificações periódicas asseguram rastreabilidade e confiabilidade metrológica dos dados gerados.

Estabilidade do processo sustentada por dados contínuos

A leitura contínua da turbidez permite detectar imediatamente aumentos anormais, sinalizando falhas na separação sólido-líquido no momento em que elas ocorrem. Com isso, operadores podem intervir rapidamente, ajustando condições hidráulicas ou parâmetros operacionais, evitando que o desvio se propague pelo sistema. A turbidez deixa de ser apenas um parâmetro de monitoramento e passa a atuar como um elemento ativo de controle de processo.

Nesse cenário, o Sensor digital de turbidez NTU da Aqualabo não se apresenta como um componente isolado, mas como parte integrante da estratégia de instrumentação analítica para efluentes industriais, sustentando a estabilidade operacional, o controle interno do processo e a gestão técnica do efluente dentro das condições estabelecidas pela indústria.

Lodo e efluentes: inteligência na gestão de resíduos

Nas Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs), o acúmulo da manta de lodo é um desafio que exige precisão, pois pode comprometer a eficiência dos processos. Sensores ópticos de infravermelho permitem medir a espessura e a concentração da manta de lodo, possibilitando:

  • Acionamento automático da purga de lodo;
  • Definição do momento ideal para a limpeza dos reatores;
  • Controle do volume de sólidos recirculados.

Essas informações reduzem o desperdício de água, diminuem os custos com caminhões auto-fossa programados antes da hora, evitam sobrecargas e melhoram o desempenho do tratamento biológico.

Nesse sentido, as sondas MES5 para sólidos e manta de lodo da Aqualabo são utilizadas de forma portátil (medição realizada por operador in loco) ou de forma fixa, para monitoramento em tempo real, alertando ou acionando o melhor momento para a purga.

Monitoramento em barragens e saída de ETEs industriais: o rigor do CONAMA no monitoramento de sólidos na descarga de efluentes

Nos últimos anos, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) tem intensificado as auditorias ambientais e aplicado multas severas às empresas que não cumprem os limites de Sólidos Suspensos Totais (SST) e turbidez nos efluentes provenientes de barragens e sistemas de contenção.

As resoluções do CONAMA determinam que os efluentes lançados em corpos receptores devem respeitar parâmetros máximos de sólidos suspensos, que variam conforme o tipo e a classe do rio.

A razão é clara: a descarga de sólidos acima dos limites estabelecidos causa impactos diretos nos cursos d’água, afetando a biodiversidade, a potabilidade e o equilíbrio dos ecossistemas.

Nesse sentido, as sondas MES5 para sólidos e manta de lodo da Aqualabo são utilizadas para monitoramento em tempo real, com acionamento automático para retorno no caso de desenquadramento.

Sensor NTU

NTU – Sensor digital de turbidez

Sensor NTU

A sonda óptica de turbidez NTU é baseada no princípio nefelométrico, com medição por dispersão de luz infravermelha a 90°. A ampla faixa de 0 a 4000 NTU garante excelente desempenho em aplicações de monitoramento de qualidade da água.

 

  • Tecnologia infravermelha de fibra óptica

  • Faixas de medição: 0 a 4000 NTU (em 4 faixas + faixa automática)

  • Possibilidade de medição em mg/L (MES: 0–4500 mg/L)

  • Construção robusta e submersível (IP68)

  • Opção de limpeza automática com acessório HYDROCLEAN

  • Protocolo de comunicação aberto (MODBUS RTU RS-485 ou SDI-12)

  • Sensor com consumo de energia muito baixo

Tem dúvidas sobre calibração, manutenção, integração ou suporte técnico?

FAQ – NTU

Como calibrar um sensor de turbidez?

A calibração é feita com padrões certificados de formazina, em concentrações conhecidas. Após a calibração inicial, recomenda-se verificar a precisão medindo novamente os padrões e ajustar se necessário. Calibrações e registros periódicos garantem medições confiáveis.

É importante limpar regularmente a janela óptica para remover depósitos e incrustações. Sistemas de limpeza automática (como HYDROCLEAN ou a versão com autolimpeza de alguns modelos) ajudam a reduzir a frequência de manutenção. Também é recomendado calibrar periodicamente com padrões de turbidez e proteger o sensor de impactos mecânicos.

 

Sim. O design compacto e leve permite o uso tanto em sistemas fixos quanto em medições de campo, oferecendo flexibilidade em diferentes cenários de monitoramento.

 

O projeto óptico e os sistemas de autolimpeza ajudam a minimizar a influência de bolhas de ar e incrustações, mantendo a estabilidade da leitura mesmo em condições desafiadoras.

 

A comunicação Modbus RS-485 ou SDI-12 possibilita integração fácil com controladores, dataloggers e sistemas supervisórios, com transmissão de dados em tempo real e maior imunidade a ruídos.

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