Sensor de TOC em cosméticos

Sensor de TOC em cosmeticos

Em uma planta cosmética, a perda de estabilidade de um produto raramente é atribuída a um único evento pontual. Na maioria dos casos, ela se constrói ao longo do tempo a partir de desvios sutis no comportamento da água de processo, especialmente em termos de condutividade iônica. Essa variável atua de forma silenciosa sobre emulsões, conservantes e fragrâncias, influenciando diretamente a viscosidade, a compatibilidade de ativos e a eficácia antimicrobiana. Mesmo quando o controle de qualidade está fortemente orientado ao TOC, a água não pode ser tratada como um insumo neutro. Ela participa ativamente da estabilidade do produto final, desde a fabricação até o final da validade declarada.

Continuidade operacional e risco invisível no uso diário da água

Tanques de preparo, linhas de clean-in-place (CIP), pontos de uso distribuídos e temperaturas variáveis compõem um ambiente onde a água está em contato constante com superfícies, resíduos e matérias-primas. Resíduos de limpeza mal removidos, enxágues incompletos ou contaminações cruzadas não necessariamente geram um aumento imediato crítico de TOC. No entanto, esses eventos alteram a composição iônica da água, perceptível por variações de condutividade. Esses desvios afetam a interação entre fases aquosas, emulsificantes e conservantes, resultando em instabilidade de emulsão, separação de fases, alterações de pH ao longo do tempo e perda de eficácia antimicrobiana. O impacto é operacional e cumulativo, não apenas analítico.

Controle iônico como requisito operacional, não apenas laboratorial

Na prática industrial cosmética, a condutividade da água é controlada em faixas operacionais estreitas. Variações de poucos microsiemens por centímetro já são suficientes para indicar contaminação ou falha de enxágue. Não se trabalha com a escala teórica completa de condutividade, mas com uma janela de controle validada historicamente para cada processo e formulação, frequentemente alinhada a referências de água purificada utilizadas pela indústria farmacêutica e cosmética. A ausência de um limite legal único no Brasil não reduz a exigência de controle: a RDC de Boas Práticas de Fabricação da ANVISA impõe monitoramento sistemático da água, com critérios definidos. Nesse cenário, aumentos graduais e contínuos são mais críticos do que picos abruptos, pois indicam acúmulo iônico progressivo com impacto direto na estabilidade coloidal.

Monitoramento contínuo inserido na rotina da planta

Para sustentar esse controle diário, sensores online robustos passam a integrar a operação como elementos de prevenção de desvios, e não apenas como instrumentos de medição. O C4E digital sensor da Aqualabo atua nesse contexto como um componente do sistema de controle da qualidade iônica da água. Seu sistema de 4 eletrodos, operando com corrente alternada e tensão constante, garante medições estáveis de condutividade mesmo em ambientes com incrustações leves, variações de temperatura e ciclos frequentes de limpeza. A medição simultânea de condutividade, salinidade e temperatura, com compensação automática de temperatura, assegura que as variações registradas representem mudanças reais na água e não artefatos operacionais.

Integração ao controle de processo e rastreabilidade

A comunicação digital Modbus RS485, com protocolo aberto, permite a integração direta do sensor aos sistemas de automação e supervisão da planta. Isso viabiliza alarmes imediatos quando a condutividade sai da faixa validada, protegendo formulações sensíveis antes que a água fora de especificação entre em contato com o produto. O baixo consumo de energia e o armazenamento interno de dados de calibração reforçam a confiabilidade do monitoramento contínuo, reduzindo intervenções manuais e riscos de erro humano. Nesse arranjo, o sensor não substitui a análise de TOC, mas sustenta o controle operacional diário que mantém o processo dentro de condições eletroquimicamente estáveis.

Impacto direto na estabilidade e na conformidade do processo

Ao monitorar continuamente a condutividade, a equipe de produção consegue validar enxágues de CIP, confirmar a integridade dos sistemas de tratamento de água e evitar desvios que levariam a retrabalho, descarte de produto acabado ou perda de rastreabilidade. A estabilidade da água contribui também para a estabilidade do TOC ao longo do tempo, evitando oscilações que comprometam conservantes e fragrâncias. Esse controle contínuo melhora a previsibilidade do processo e fortalece a conformidade em auditorias de boas práticas, um ponto crítico para a indústria cosmética.

Estabilidade sustentada ao longo de todo o ciclo produtivo

Garantir a estabilidade dos cosméticos não se resume a atender um valor isolado de laboratório. Exige manter a água de processo dentro de uma faixa de comportamento eletroquímico estável, compatível com as formulações e validada historicamente. O monitoramento online da condutividade com o C4E digital sensor da Aqualabo adiciona uma camada operacional essencial para detectar variações sutis, porém críticas, que impactam diretamente a estabilidade físico-química e microbiológica dos produtos. Trata-se de uma abordagem orientada à prevenção, à continuidade do processo e à proteção consistente da qualidade ao longo de toda a vida útil dos cosméticos.

Sensor Digital C4E

Sensor Digital C4E

C4E

O sensor C4E utiliza um sistema de 4 eletrodos com corrente alternada e tensão constante. Essa tecnologia garante leituras precisas de condutividade e salinidade na maioria das aplicações de água, mesmo em condições desafiadoras.

  • Medição simultânea de condutividade, salinidade e temperatura

  • 4 faixas de medição + 1 faixa automática

  • Baixo consumo de energia

  • Comunicação digital Modbus RS-485 (protocolo aberto)

  • Protocolo de comunicação aberto (MODBUS RTU RS-485 ou SDI-12)

  • Sensor com consumo de energia muito baixo

Tem dúvidas sobre calibração, manutenção, integração ou suporte técnico?

FAQ – C4E

A temperatura é um fator que afeta a medição de condutividade da água?

Sim. A temperatura influencia diretamente a condutividade da água. Por isso, os sensores de condutividade deste tipo contam com compensação automática de temperatura para garantir resultados precisos.

A tecnologia digital permite armazenar os dados de calibração no próprio sensor, o que reduz a necessidade de recalibrações frequentes. A manutenção usual inclui limpeza dos eletrodos, verificação de danos e calibração periódica, especialmente em ambientes com maior incrustação.

 

Sim. O conjunto sensor + eletrônica é projetado para operação em ambientes agressivos, com grau de proteção IP68 e materiais robustos para aplicações em diferentes tipos de água.

 

O sistema de 4 eletrodos melhora a precisão em relação a células de 2 eletrodos, reduzindo efeitos de incrustação e polarização. Isso garante medições confiáveis em águas residuais, água potável e outros processos industriais.

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