Sensor de TOC em bebidas

Sensor de TOC em bebidas

Antes que qualquer análise microbiológica seja realizada em laboratório, o risco já se estabelece dentro do processo. Na indústria de bebidas, a qualidade microbiológica começa na água de processo e se propaga por diluições, preparo de xaropes, enxágue de linhas, sistemas Clean-in-Place (CIP) e contato com superfícies sanitárias. Em todas essas etapas, variações químicas não planejadas criam condições favoráveis à sobrevivência ou reintrodução microbiana. O ambiente é dinâmico, sujeito a oscilações de temperatura, regimes variáveis de fluxo e decisões operacionais que exigem resposta imediata. Nesse cenário, a ausência de vigilância química contínua compromete a estabilidade do processo, mesmo quando o produto final ainda aparenta conformidade.

Por que o desafio não é medir TOC em linha

Embora o título da aplicação faça referência a carbono orgânico total – TOC, a realidade operacional é distinta. Na prática, análises de carbono orgânico total são predominantemente laboratoriais, com baixa frequência e caráter confirmatório. O desafio diário não é quantificar TOC continuamente, mas detectar em tempo real desvios químicos que indicam risco microbiológico iminente. Resíduos de detergentes e sanitizantes após CIP, por exemplo, não apenas afetam sabor e segurança química, mas alteram o equilíbrio microbiológico e podem mascarar resultados de análises posteriores. Da mesma forma, intrusão de sais, diluições incorretas ou água fora de especificação criam ambientes propícios à contaminação antes que qualquer ensaio laboratorial seja realizado.

Condutividade como indicador operacional crítico

É nesse ponto que a condutividade da água assume papel central. Pequenas elevações indicam presença de íons dissolvidos associados a resíduos de limpeza, falhas de enxágue ou fontes de água inadequadas. Na indústria de bebidas, não são relevantes faixas teóricas amplas, mas sim variações mínimas em níveis baixos de condutividade, exatamente onde o impacto microbiológico é maior. Embora a Portaria GM/MS nº 888/2021 não estabeleça limite legal de condutividade, o controle é tecnicamente indispensável: aumentos indicam nutrientes, matéria orgânica associada ou condições favoráveis à formação de biofilmes, interferindo diretamente na eficácia da sanitização e na segurança do processo.

Estabilidade térmica e confiabilidade da medição

A temperatura é um fator inseparável dessa análise. Ela afeta diretamente a medição de condutividade, e compensações inadequadas geram falsos desvios ou, ainda mais crítico, ocultam riscos reais.

Em água de processo, enxágue final e diluição, espera-se condutividade estável e reduzida, e qualquer variação discreta deve ser interpretada como evento de processo. Por isso, a instrumentação precisa operar continuamente, com estabilidade metrológica, baixa necessidade de intervenção e integração direta aos sistemas de automação industrial responsáveis por liberar ou bloquear etapas produtivas.

Instrumentação integrada ao controle microbiológico

Dentro desse contexto operacional, o C4E digital sensor da Aqualabo não atua como um simples dispositivo de medição, mas como um elemento de vigilância química contínua. Seu sistema de 4 eletrodos, operando com corrente alternada e tensão constante, permite medições precisas de condutividade, salinidade e temperatura, mesmo sob variações térmicas e presença de incrustações leves. As 4 faixas de medição e a 1 faixa automática possibilitam ajustar o sensor exatamente às condições de água de processo e CIP, focando na região onde pequenas variações têm impacto direto na qualidade microbiológica.

Integração, automação e continuidade do processo

A compensação automática de temperatura garante que os desvios detectados representem alterações reais do processo. A comunicação digital Modbus RS 485, com protocolo aberto, permite integração direta a CLPs e sistemas supervisórios, viabilizando alarmes, intertravamentos e registros históricos essenciais para auditorias sanitárias. O baixo consumo de energia e o grau de proteção IP68 asseguram operação contínua em ambientes industriais úmidos, sem comprometer a robustez exigida pelo saneamento interno da planta.

Impactos operacionais da medição contínua

O monitoramento online de condutividade com o C4E digital sensor gera benefícios operacionais imediatos. Falhas de enxágue após CIP são detectadas instantaneamente, evitando que resíduos químicos criem ambientes favoráveis à sobrevivência microbiana. A padronização da água de processo reduz a variabilidade química que impacta tanto a estabilidade microbiológica quanto as características sensoriais da bebida. A tecnologia digital plug & play, com dados de calibração armazenados no próprio sensor, minimiza erros humanos e tempo de parada, mantendo a confiabilidade do controle.

Encadeamento entre controle químico e conformidade sanitária

A possibilidade de monitorar simultaneamente condutividade, salinidade e temperatura permite análises mais completas, distinguindo desvios de origem térmica ou química. A integração via protocolo aberto sustenta estratégias de rastreabilidade, conformidade regulatória e melhoria contínua, fundamentais em auditorias e certificações do setor de bebidas. A ausência desse monitoramento contínuo resulta em decisões tardias, retrabalho, descarte de lotes e risco regulatório, especialmente em plantas de alta cadência produtiva.

Síntese aplicada à operação industrial

Garantir qualidade microbiológica em bebidas não depende exclusivamente de análises pontuais de TOC, mas de um controle químico contínuo e confiável que sustente todo o processo. A condutividade se consolida como parâmetro operacional capaz de sinalizar riscos antes que se traduzam em contaminação ou não conformidade. Integrado ao sistema de automação, o C4E digital sensor da Aqualabo opera exatamente na faixa onde pequenas variações têm grande impacto, permitindo decisões rápidas, redução de perdas e proteção efetiva do produto final. Nesse contexto, a instrumentação deixa de ser acessória e se torna elemento estrutural da gestão microbiológica e da eficiência operacional.

Sensor Digital C4E

Sensor Digital C4E

C4E

O sensor C4E utiliza um sistema de 4 eletrodos com corrente alternada e tensão constante. Essa tecnologia garante leituras precisas de condutividade e salinidade na maioria das aplicações de água, mesmo em condições desafiadoras.

  • Medição simultânea de condutividade, salinidade e temperatura

  • 4 faixas de medição + 1 faixa automática

  • Baixo consumo de energia

  • Comunicação digital Modbus RS-485 (protocolo aberto)

  • Protocolo de comunicação aberto (MODBUS RTU RS-485 ou SDI-12)

  • Sensor com consumo de energia muito baixo

Tem dúvidas sobre calibração, manutenção, integração ou suporte técnico?

FAQ – C4E

A temperatura é um fator que afeta a medição de condutividade da água?

Sim. A temperatura influencia diretamente a condutividade da água. Por isso, os sensores de condutividade deste tipo contam com compensação automática de temperatura para garantir resultados precisos.

A tecnologia digital permite armazenar os dados de calibração no próprio sensor, o que reduz a necessidade de recalibrações frequentes. A manutenção usual inclui limpeza dos eletrodos, verificação de danos e calibração periódica, especialmente em ambientes com maior incrustação.

 

Sim. O conjunto sensor + eletrônica é projetado para operação em ambientes agressivos, com grau de proteção IP68 e materiais robustos para aplicações em diferentes tipos de água.

 

O sistema de 4 eletrodos melhora a precisão em relação a células de 2 eletrodos, reduzindo efeitos de incrustação e polarização. Isso garante medições confiáveis em águas residuais, água potável e outros processos industriais.

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