Em piscinas públicas, a eficiência do cloro não depende apenas da dosagem aplicada, mas da manutenção rigorosa do pH da água dentro de uma faixa operacional adequada. Qualquer desvio compromete diretamente a ação oxidante do desinfetante, criando um cenário de risco sanitário imediato. Valores elevados de pH reduzem a capacidade do cloro de eliminar microrganismos, enquanto valores excessivamente baixos provocam desconforto aos usuários e aceleram processos de corrosão nos sistemas hidráulicos. Como essas instalações operam em regime contínuo, com uso intensivo e entrada constante de carga orgânica, o pH sofre variações rápidas ao longo do dia, exigindo monitoramento permanente e confiável para permitir intervenções imediatas no processo.
Risco Sanitário, Consumo Químico e Perda de Controle Operacional
A ausência de monitoramento contínuo de pH em piscinas públicas transforma o controle químico em uma operação reativa. Sem dados em tempo real, ajustes na dosagem de cloro ocorrem tardiamente, levando ao aumento do consumo de produtos químicos, à instabilidade do processo de desinfecção e à elevação dos riscos à saúde dos usuários. Além disso, a dificuldade em acompanhar variações frequentes de pH compromete a rastreabilidade operacional e a conformidade com normas técnicas e sanitárias. Nesse contexto, garantir medições precisas, estáveis e integráveis aos sistemas de automação deixa de ser apenas uma exigência normativa e passa a ser um requisito técnico para a continuidade segura da operação.
Monitoramento Analítico Integrado ao Processo de Tratamento da Água
A instrumentação analítica aplicada a piscinas públicas precisa operar de forma contínua em um ambiente com presença constante de produtos químicos, variações de temperatura e necessidade de resposta operacional imediata. O uso de sensores digitais online permite transformar a medição de pH em uma variável ativa de controle do processo, assegurando que o cloro atue sempre em condições ideais. Nesse cenário operacional, o sensor deixa de ser um componente isolado e passa a integrar o sistema de controle da qualidade da água, fornecendo dados rastreáveis e confiáveis para decisões automáticas ou supervisionadas.
Atuação do Sensor Digital PHEHT & PHT no Controle do Processo
Inserido diretamente no contexto operacional da piscina pública, o sensor digital PHEHT & PHT da Aqualabo atua como elemento técnico central no monitoramento contínuo da qualidade da água. O sensor realiza medições simultâneas de pH, ORP (Redox) e temperatura, oferecendo uma visão integrada das condições químicas que influenciam a eficiência da desinfecção. A presença do cartucho Plastogel substituível contribui para a estabilidade das medições ao longo do tempo e simplifica as rotinas de manutenção, reduzindo interrupções no monitoramento.
A faixa de pH ideal para piscinas públicas é entre 7,2 e 7,8, com a maioria das recomendações focando em 7,2 a 7,6 para máxima eficácia do cloro e conforto dos banhistas, prevenindo irritações nos olhos e pele, enquanto a norma técnica que rege a qualidade da água no Brasil é a ABNT NBR 10.818 (embora algumas legislações estaduais e municipais também se apliquem).
Faixa de pH Ideal
- 7,2 a 7,8: Intervalo geral aceito, com foco em ser levemente alcalino para conforto e eficácia do cloro.
- 7,2 a 7,6: Faixa mais recomendada, próxima ao pH fisiológico do olho humano, garantindo conforto e otimizando a ação do cloro.
Por que essa faixa é importante
- Eficácia do Cloro: O cloro atua melhor entre 7,2 e 7,6, eliminando microrganismos.
- Conforto dos Banhistas: Evita ardência nos olhos e irritação na pele, pois é próximo ao pH da lágrima.
- Proteção dos Equipamentos: Previne corrosão de peças metálicas e mantém a integridade da piscina.
Norma que Rege
- ABNT NBR 10.818:2016: Esta norma estabelece os requisitos mínimos de qualidade para a água de piscinas, incluindo o pH (entre 7,2 e 7,8) e o cloro livre (0,8 a 3,0 mg/L), visando a segurança e bem-estar dos usuários.
- Legislações Complementares: Além da ABNT, legislações estaduais e municipais (como a Instrução Normativa da DIVISA/SVS em São Paulo) complementam os requisitos para piscinas de uso coletivo, focando também na frequência de renovação e filtragem da água.
Integração com Automação e Estabilidade Operacional
A comunicação digital Modbus RS485 permite a integração direta do sensor com sistemas de automação e controle já existentes nas instalações, viabilizando o uso dos dados de pH, ORP e temperatura para ajustes automáticos na dosagem de cloro ou para supervisão operacional centralizada. Essa integração melhora a rastreabilidade do processo, facilita auditorias técnicas e assegura respostas rápidas a desvios operacionais. A medição de ORP complementa a análise da capacidade oxidante da água, enquanto a temperatura fornece contexto essencial para interpretação correta dos dados, reforçando a estabilidade do processo de desinfecção.
Impacto Direto na Continuidade e Segurança da Operação
Com medições contínuas e confiáveis, torna-se possível identificar imediatamente qualquer desvio de pH antes que a eficiência do cloro seja comprometida. Isso resulta em maior estabilidade do processo, redução do desperdício de insumos químicos e aumento da segurança sanitária para os usuários. A robustez do sistema e a facilidade de manutenção proporcionada pelo cartucho Plastogel elevam a disponibilidade operacional do monitoramento, aspecto essencial em piscinas públicas que operam por longos períodos diários e sob alta responsabilidade técnica.
Instrumentação Analítica como Elemento Estratégico de Controle
Na prática operacional de piscinas públicas, o controle rigoroso do pH é um fator determinante para garantir a eficácia da desinfecção e a conformidade sanitária. A aplicação contínua do sensor digital PHEHT & PHT da Aqualabo permite que o monitoramento de pH, ORP e temperatura seja incorporado diretamente à lógica de controle do processo. Dessa forma, a instrumentação analítica deixa de ser apenas um requisito regulatório e passa a atuar como um instrumento estratégico de estabilidade operacional, assegurando qualidade da água, eficiência no uso de produtos químicos e segurança em um ambiente coletivo de uso intensivo.
Sensor digital PHEHT & PHT
pH
Descrição
O sensor de ponta PHEHT & PHT se destaca na medição de pH, ORP (Redox) e temperatura ou parâmetros de pH/temperatura. Projetado para condições desafiadoras, ele conta com eletrodo de longa duração, tecnologia digital e protocolo Modbus RS485 para uma integração simples e confiável.
Vantagens
Sensor combinado: pH, Redox & Temperatura ou pH/Temperatura
Faixas de medição:
pH: 0,00 a 14,00 pH
Redox: –1000 a +1000 mV
Temperatura (T°C): 0°C a +50,00°C
Cartucho Plastogel substituível
Comunicação digital Modbus RS-485
Arquivos
Documentação do sensor PHEHT & PHT
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FAQSensor digital PHEHT & PHT
Como calibrar o sensor PHEHT?
A calibração envolve ajustar as leituras do sensor a um padrão conhecido. O sensor de pH pode ser calibrado em até 5 pontos, embora aplicações comuns precisem apenas de 2 ou 3 pontos de calibração. O ORP é calibrado em 2 pontos. Os valores de todos os pontos de calibração para ambos os parâmetros são escolhidos pelo usuário. Isso permite que o sensor PHEHT seja calibrado próximo ao nível de trabalho esperado, aumentando a precisão para uma aplicação específica.
A sonda PHEHT pode ser usada tanto de forma portátil quanto online?
Sim. Projetada para uso portátil (handheld) e instalações em campo (in situ), a sonda de pH/ORP se destaca em condições desafiadoras, oferecendo resposta rápida, baixa dependência de fluxo e baixo consumo de energia.
Como fazer a manutenção e limpeza do sensor PHEHT?
A limpeza é feita mergulhando o eletrodo em uma solução de limpeza especial. O eletrodo deve ser mantido limpo e a calibração deve ser verificada regularmente e ajustada com o tempo. Quando o eletrólito se esgota (normalmente em 12 a 18 meses), basta trocar o cartucho substituível por um novo e o sensor estará pronto para uso novamente.
A sonda PHEHT é compatível com dispositivos de terceiros?
Sim. A sonda utiliza o protocolo aberto e universal Modbus RS485, permitindo conexão fácil com diversos dispositivos, incluindo dataloggers, controladores, CLPs e sistemas remotos.





