Em processos químicos contínuos, o pH deixa de ser apenas um parâmetro analítico e passa a atuar como variável crítica de estabilidade operacional, influenciando diretamente a integridade dos equipamentos, a segurança do processo e a qualidade do produto final. Em tanques de reação, linhas de transferência, sistemas de neutralização e circuitos de água de processo ou de efluentes, pequenas variações de pH impactam o equilíbrio químico das reações, a solubilidade dos compostos e os mecanismos de corrosão dos materiais.
Esses ambientes operam sob variações térmicas, presença de produtos químicos agressivos e regimes contínuos de produção, exigindo medições capazes de permanecer estáveis ao longo do tempo. Nesse contexto, o controle do pH não pode ser tratado como evento pontual, pois medições isoladas não refletem a dinâmica real de processos industriais químicos em escala contínua.
Risco operacional e impacto direto sobre ativos industriais
Quando o pH se afasta das faixas adequadas, os impactos são imediatos e cumulativos. Valores incorretos aceleram a corrosão de tubulações, tanques e trocadores de calor, reduzindo a vida útil dos ativos e elevando custos de manutenção. Paralelamente, variações mínimas de pH alteram a cinética das reações químicas, afetando rendimento, repetibilidade e qualidade do produto.
O desafio técnico central não está apenas em medir o pH, mas em obter medições contínuas, confiáveis e responsivas em ambientes industriais exigentes. Leituras instáveis, atrasadas ou imprecisas comprometem o controle automático, levando a ajustes tardios e ações corretivas. Em processos onde as reações ocorrem de forma contínua e em grande escala, o tempo de resposta da medição é crítico para evitar desvios que afetam simultaneamente segurança, ativos e estabilidade do processo.
Monitoramento online como requisito de controle e automação
Diante dessa dinâmica, o monitoramento online de pH torna-se parte integrante da infraestrutura de controle das indústrias químicas modernas. A operação exige instrumentos capazes de fornecer dados confiáveis em tempo real, permitindo respostas rápidas a desvios operacionais. Além disso, a integração com sistemas de automação industrial é um requisito recorrente, já que decisões de controle são frequentemente tomadas de forma automatizada.
Sensores digitais aplicados ao monitoramento de água, efluentes e processos industriais passam a sustentar estratégias de controle que visam reduzir riscos operacionais, aumentar a previsibilidade do processo e manter a estabilidade química ao longo do tempo. Nesse cenário, a instrumentação não atua de forma isolada, mas como elo entre a variável química e a lógica de controle do processo.
Medição contínua integrada ao processo químico
Inserido diretamente no contexto operacional, o sensor digital PHEHT & PHT da Aqualabo atua como elemento contínuo de leitura do pH em ambientes industriais químicos. Sua função está associada ao acompanhamento em tempo real das condições que influenciam corrosão e equilíbrio das reações, tanto em processos industriais quanto em sistemas de monitoramento de água e efluentes.
O sensor realiza medições simultâneas de pH, ORP (Redox) e temperatura, parâmetros interdependentes para o controle químico do processo. A faixa de medição de pH de 0,00 a 14,00 cobre desde meios altamente ácidos até fortemente alcalinos, típicos da indústria química. A medição de temperatura de 0 °C a +50 °C fornece um dado complementar essencial, considerando sua influência direta no comportamento químico das soluções.
Conectividade, durabilidade e confiabilidade da medição
A integração do sensor ao sistema de controle ocorre por meio de comunicação digital Modbus RS485, facilitando sua conexão com sistemas de automação e controle distribuído. Essa comunicação permite que os dados de pH, ORP e temperatura sejam utilizados diretamente em estratégias automatizadas de controle de processo, sem a necessidade de conversões ou interfaces adicionais.
A confiabilidade ao longo do tempo é reforçada pelo uso de cartucho Plastogel substituível, que contribui para a durabilidade do sistema de medição e para a manutenção da estabilidade das leituras, mesmo em ambientes agressivos. Essa característica reduz a frequência de intervenções e preserva a lógica de controle existente, mantendo a continuidade operacional sem comprometer a precisão da medição.
Controle químico, repetibilidade e continuidade operacional
Com medições online estáveis, torna-se possível manter o pH dentro de limites definidos, reduzindo significativamente os riscos de corrosão da infraestrutura. A identificação rápida de desvios permite ações preventivas antes que ocorram danos materiais ou interrupções de processo. Ao mesmo tempo, o acompanhamento contínuo do pH favorece ajustes precisos de dosagens químicas, aumentando a repetibilidade e o controle das reações.
A integração via Modbus RS485 possibilita controle centralizado e consistente, alinhando a variável pH às rotinas automatizadas da planta. A robustez do sensor e o cartucho Plastogel substituível favorecem a continuidade do processo, reduzindo paradas não programadas e mantendo a confiabilidade das medições em aplicações industriais críticas.
pH como variável estratégica no processo químico
Na prática industrial, o controle eficaz do pH se consolida como requisito técnico indispensável para assegurar integridade dos ativos, segurança operacional e estabilidade das reações químicas. A instrumentação online transforma a medição de pH em uma variável de controle confiável, integrada à automação e alinhada às exigências do processo químico contínuo.
Com medições de pH, ORP e temperatura dentro das faixas especificadas, comunicação Modbus RS485 e concepção voltada para ambientes industriais, o sensor digital PHEHT & PHT da Aqualabo deixa de ser apenas um ponto de leitura. Ele passa a sustentar decisões técnicas baseadas em dados em tempo real, contribuindo para operações mais previsíveis, seguras e tecnicamente alinhadas às demandas da indústria química moderna.
As normas que regem o monitoramento de pH em indústrias químicas e de fármacos são:
- ABNT NBR 9251: Focada na determinação de pH em água por método eletrométrico, essencial para controle de efluentes e qualidade da água em geral.
- USP <791> (Farmacopeia dos Estados Unidos): Crucial para a indústria farmacêutica, detalhando procedimentos para medições de pH precisas e confiáveis.
- RDC 166/17 (Anvisa): Trata da validação de métodos analíticos, fundamental para garantir a acurácia das medições de pH em indústrias reguladas.
- JIS Z 8805 (Japonesa): Outra norma internacional que pode ser usada como referência para métodos de medição de pH.
- Portarias do Ministério da Saúde (ex: 888/2021): Para água para consumo humano, estabelecem padrões de potabilidade, incluindo o pH.
Sensor digital PHEHT & PHT
pH
Descrição
O sensor de ponta PHEHT & PHT se destaca na medição de pH, ORP (Redox) e temperatura ou parâmetros de pH/temperatura. Projetado para condições desafiadoras, ele conta com eletrodo de longa duração, tecnologia digital e protocolo Modbus RS485 para uma integração simples e confiável.
Vantagens
Sensor combinado: pH, Redox & Temperatura ou pH/Temperatura
Faixas de medição:
pH: 0,00 a 14,00 pH
Redox: –1000 a +1000 mV
Temperatura (T°C): 0°C a +50,00°C
Cartucho Plastogel substituível
Comunicação digital Modbus RS-485
Arquivos
Documentação do sensor PHEHT & PHT
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FAQSensor digital PHEHT & PHT
Como calibrar o sensor PHEHT?
A calibração envolve ajustar as leituras do sensor a um padrão conhecido. O sensor de pH pode ser calibrado em até 5 pontos, embora aplicações comuns precisem apenas de 2 ou 3 pontos de calibração. O ORP é calibrado em 2 pontos. Os valores de todos os pontos de calibração para ambos os parâmetros são escolhidos pelo usuário. Isso permite que o sensor PHEHT seja calibrado próximo ao nível de trabalho esperado, aumentando a precisão para uma aplicação específica.
A sonda PHEHT pode ser usada tanto de forma portátil quanto online?
Sim. Projetada para uso portátil (handheld) e instalações em campo (in situ), a sonda de pH/ORP se destaca em condições desafiadoras, oferecendo resposta rápida, baixa dependência de fluxo e baixo consumo de energia.
Como fazer a manutenção e limpeza do sensor PHEHT?
A limpeza é feita mergulhando o eletrodo em uma solução de limpeza especial. O eletrodo deve ser mantido limpo e a calibração deve ser verificada regularmente e ajustada com o tempo. Quando o eletrólito se esgota (normalmente em 12 a 18 meses), basta trocar o cartucho substituível por um novo e o sensor estará pronto para uso novamente.
A sonda PHEHT é compatível com dispositivos de terceiros?
Sim. A sonda utiliza o protocolo aberto e universal Modbus RS485, permitindo conexão fácil com diversos dispositivos, incluindo dataloggers, controladores, CLPs e sistemas remotos.





