Em ETEs municipais, a integridade do processo biológico depende diretamente da estabilidade do ambiente químico ao qual a biomassa está exposta. Descargas industriais indevidas, infiltrações na rede coletora ou eventos de chuva intensa podem provocar quedas abruptas de pH, introduzindo choques de acidez que ultrapassam a capacidade de adaptação metabólica dos microrganismos. A biomassa dos sistemas de lodos ativados opera em uma faixa relativamente estreita de pH, e desvios significativos resultam em inibição metabólica, perda de eficiência na remoção de carga orgânica e nutrientes e, em situações extremas, morte parcial ou total da população microbiana.
Esses choques não se limitam ao ponto de entrada do esgoto. Seus efeitos se propagam ao longo dos reatores, exigindo longos períodos de recuperação biológica, com impacto direto na qualidade do efluente final e no atendimento aos limites regulatórios ambientais. A criticidade não está apenas na ocorrência do evento, mas na velocidade de detecção, pois respostas tardias transformam variações transitórias em falhas prolongadas do processo.
Limitações do controle reativo e da medição pontual
A dependência exclusiva de medições laboratoriais pontuais restringe a capacidade de reação da operação, tornando o controle essencialmente reativo. Em ambientes caracterizados por variações hidráulicas e químicas constantes, essa abordagem não oferece visibilidade suficiente para antecipar desvios. O desafio técnico central, portanto, não é simplesmente medir o pH, mas detectar variações em tempo real, antes que a biomassa seja exposta de forma prolongada a condições adversas.
Nesse contexto, o monitoramento contínuo online deixa de ser apenas um recurso de controle analítico e passa a desempenhar uma função de proteção do processo biológico, sustentando a estabilidade operacional da estação frente às flutuações inevitáveis da carga afluente.
Ambiente operacional e requisitos instrumentais das ETEs municipais
As ETEs municipais operam sob condições exigentes: presença constante de sólidos em suspensão, variações de temperatura, necessidade de operação contínua e, frequentemente, equipes reduzidas. Instrumentos instalados em tanques de aeração, canais ou pontos estratégicos do processo devem manter robustez mecânica, estabilidade de medição e integração eficiente com sistemas de automação existentes.
Além disso, a composição do esgoto afluente reflete a contribuição combinada de atividades domésticas, comerciais e industriais, resultando em flutuações significativas de carga orgânica, alcalinidade e pH. Nesse cenário, sensores digitais aplicados especificamente ao monitoramento de água e efluentes tornam-se parte estrutural da confiabilidade operacional da estação, atuando diretamente na preservação da biomassa e na continuidade do serviço público.
Monitoramento contínuo de pH integrado ao processo biológico
Inserido diretamente na lógica operacional da ETE, o sensor digital de pH, ORP e temperatura PHEHT & PHT, da Aqualabo, atua como elemento permanente de vigilância do ambiente químico dos reatores. Projetado para aplicações em água e efluentes, ele permite o acompanhamento em tempo real do comportamento do pH em pontos críticos, como tanques de aeração ou linhas de entrada, onde choques de acidez tendem a se manifestar primeiro.
Com faixa de medição de pH de 0,00 a 14,00, o sensor cobre integralmente as variações esperadas em esgotos sanitários, possibilitando a identificação imediata de desvios associados a eventos anômalos. A medição simultânea de temperatura, de 0 °C a +50 °C, adiciona um parâmetro essencial para a interpretação correta da atividade biológica, considerando a sensibilidade dos microrganismos às condições térmicas.
Integração digital e estabilidade de medição em operação contínua
A tecnologia digital do sensor, com comunicação Modbus RS485, permite sua integração direta com sistemas de automação e supervisão, viabilizando o uso dos dados de pH em estratégias de controle, alarmes operacionais e tomada de decisão em tempo real. Essa conectividade reduz a dependência de intervenções manuais e centraliza informações críticas para a operação.
O uso de cartucho Plastogel substituível contribui para a manutenção da estabilidade de medição ao longo do tempo, mesmo em ambientes com elevada carga de sólidos e variações químicas frequentes. Essa característica reduz a necessidade de intervenções complexas de manutenção, assegurando continuidade operacional e confiabilidade dos dados analíticos em aplicações de longo prazo.
Impactos diretos na estabilidade do processo e na conformidade ambiental
A adoção do monitoramento contínuo de pH fortalece a prevenção de choques de acidez, permitindo identificar tendências de queda de pH antes que atinjam níveis críticos para a biomassa. Isso viabiliza ações corretivas tempestivas, como ajustes operacionais, controle de vazão ou segregação de efluentes problemáticos, reduzindo o risco de colapso do sistema biológico.
A confiabilidade da medição resulta em maior estabilidade do processo, com menor variabilidade na qualidade do efluente tratado. A medição adicional de ORP amplia a compreensão das condições redox do reator, oferecendo uma visão mais completa do desempenho biológico sem a necessidade de instrumentos adicionais. Em conjunto, esses fatores aumentam a resiliência da ETE frente às variações de carga e qualidade do esgoto afluente.
Monitoramento de pH como componente estrutural da continuidade do serviço
Na realidade das ETEs municipais, onde o cumprimento das exigências ambientais e a continuidade do serviço público dependem da estabilidade do tratamento biológico, o monitoramento online de pH deixa de ser opcional. Ele se consolida como um componente estratégico de proteção da biomassa, diretamente ligado à segurança operacional e à eficiência do processo.
O sensor digital PHEHT & PHT, ao fornecer medições precisas de pH, ORP e temperatura, atende às demandas específicas desse ambiente operacional, mantendo foco exclusivo no monitoramento de água e efluentes. Sua robustez construtiva, comunicação digital e estabilidade de medição permitem que a equipe tenha acesso contínuo a informações críticas, sustentando decisões técnicas fundamentadas e garantindo a confiabilidade do tratamento ao longo do tempo, mesmo diante de variações inevitáveis da carga afluente.
Sensor digital PHEHT & PHT
pH
Descrição
O sensor de ponta PHEHT & PHT se destaca na medição de pH, ORP (Redox) e temperatura ou parâmetros de pH/temperatura. Projetado para condições desafiadoras, ele conta com eletrodo de longa duração, tecnologia digital e protocolo Modbus RS485 para uma integração simples e confiável.
Vantagens
Sensor combinado: pH, Redox & Temperatura ou pH/Temperatura
Faixas de medição:
pH: 0,00 a 14,00 pH
Redox: –1000 a +1000 mV
Temperatura (T°C): 0°C a +50,00°C
Cartucho Plastogel substituível
Comunicação digital Modbus RS-485
Arquivos
Documentação do sensor PHEHT & PHT
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FAQSensor digital PHEHT & PHT
Como calibrar o sensor PHEHT?
A calibração envolve ajustar as leituras do sensor a um padrão conhecido. O sensor de pH pode ser calibrado em até 5 pontos, embora aplicações comuns precisem apenas de 2 ou 3 pontos de calibração. O ORP é calibrado em 2 pontos. Os valores de todos os pontos de calibração para ambos os parâmetros são escolhidos pelo usuário. Isso permite que o sensor PHEHT seja calibrado próximo ao nível de trabalho esperado, aumentando a precisão para uma aplicação específica.
A sonda PHEHT pode ser usada tanto de forma portátil quanto online?
Sim. Projetada para uso portátil (handheld) e instalações em campo (in situ), a sonda de pH/ORP se destaca em condições desafiadoras, oferecendo resposta rápida, baixa dependência de fluxo e baixo consumo de energia.
Como fazer a manutenção e limpeza do sensor PHEHT?
A limpeza é feita mergulhando o eletrodo em uma solução de limpeza especial. O eletrodo deve ser mantido limpo e a calibração deve ser verificada regularmente e ajustada com o tempo. Quando o eletrólito se esgota (normalmente em 12 a 18 meses), basta trocar o cartucho substituível por um novo e o sensor estará pronto para uso novamente.
A sonda PHEHT é compatível com dispositivos de terceiros?
Sim. A sonda utiliza o protocolo aberto e universal Modbus RS485, permitindo conexão fácil com diversos dispositivos, incluindo dataloggers, controladores, CLPs e sistemas remotos.





