A faixa de custo de manutenção com incrustação e corrosão em caldeiras é altamente variável, mas investir em tratamento químico preventivo é muito mais barato que os prejuízos (perda de eficiência, paradas não programadas, reparos caros, substituição de equipamentos), podendo economizar milhares ou até milhões de reais anualmente em grandes indústrias, focando na prevenção via tratamento de água (sequestrantes, ajuste de pH/alcalinidade) e inspeções conforme NR-13 para evitar falhas catastróficas e multas.
Em sistemas de caldeiras, a continuidade operacional e a integridade dos componentes térmicos dependem diretamente da estabilidade química da água em circulação. A água utilizada nesses sistemas passa por etapas de tratamento e recirculação, sendo continuamente exposta a sais dissolvidos, gases e produtos químicos de tratamento, além de variações de carga térmica. Esse conjunto de condições cria um ambiente altamente reativo, no qual reações químicas indesejadas podem se desenvolver rapidamente se não houver controle adequado dos parâmetros eletroquímicos.
Dentro desse cenário, o pH assume papel central como variável de controle, pois influencia diretamente os mecanismos de corrosão e incrustação que afetam tubulações, trocadores de calor e o corpo da caldeira. O controle rigoroso desse parâmetro deixa de ser apenas uma prática de monitoramento e passa a ser um requisito técnico essencial para a estabilidade do processo térmico.
Risco operacional associado à instabilidade do pH
Valores de pH fora da faixa adequada aceleram processos corrosivos, reduzindo a vida útil dos materiais metálicos e aumentando o risco de falhas mecânicas. Em sentido oposto, desvios também favorecem a precipitação de sais e a formação de incrustações, comprometendo a transferência de calor e elevando o consumo energético do sistema. Esses efeitos não ocorrem de forma isolada: mudanças na carga da caldeira, na reposição de água ou na dosagem de produtos químicos podem provocar variações graduais ou abruptas na qualidade da água.
A dependência exclusiva de análises pontuais de laboratório limita a capacidade de resposta do operador frente a essas variações. Sem monitoramento contínuo, os ajustes corretivos tendem a ser tardios, resultando em custos elevados de manutenção, redução da eficiência térmica e paradas não programadas. Por isso, o controle preciso e online do pH é um elemento estruturante na prevenção de danos ao sistema térmico.
Pontos de medição e requisitos da instrumentação analítica
O ponto de medição do pH em sistemas de caldeiras está normalmente associado à água de alimentação, ao retorno de condensado ou a circuitos auxiliares compatíveis com instrumentação analítica online. Nesses locais, a confiabilidade do sensor é determinante, pois decisões operacionais e ajustes químicos dependem diretamente da qualidade dos dados obtidos.
A instrumentação aplicada deve suportar operação contínua, permitir integração com sistemas de automação industrial e oferecer manutenção simplificada. Esses requisitos posicionam os sensores digitais como parte integrante de uma estratégia técnica de controle de processo, orientada à proteção dos ativos e à eficiência operacional do sistema de geração de vapor.
Monitoramento contínuo integrado ao processo térmico
Inserido nesse contexto operacional, o sensor digital de pH, ORP e temperatura PHEHT & PHT da Aqualabo atua como elemento analítico permanente no controle da qualidade da água associada a caldeiras. Projetado para monitoramento de água e efluentes, o sensor é indicado para processos industriais, sendo tecnicamente compatível com circuitos de água vinculados a sistemas térmicos.
Faixa de pH Ideal para Caldeiras
A faixa de pH ideal para caldeiras geralmente fica entre 10 e 11.5, com variações dependendo da taxa de evaporação:
- caldeiras de baixa evaporação entre 10.5–11.5
- caldeiras de alta evaporação entre 11.5–12.5
Manter um ambiente alcalino ajuda a minimizar a corrosão (especialmente em pH < 7.5) e a evitar depósitos minerais (incrustações), o que requer controle constante e tratamento químico da água.
Por que o pH é importante
- Evitar Corrosão:
Água ácida (pH baixo) acelera a corrosão de metais. Manter um pH levemente alcalino (acima de 7.5, idealmente 10–11.5) cria uma camada protetora e inibe reações corrosivas. - Prevenir Incrustações:
pHs muito altos podem favorecer a precipitação de minerais (como carbonato de cálcio), mas o controle adequado com produtos químicos (sequestrantes) e a purga (blowdown) evitam o acúmulo de depósitos.
Faixas de pH Recomendadas
- Caldeiras de Baixa Evaporação: pH 10.5 – 11.5
- Caldeiras de Alta Evaporação: pH 11.5 – 12.5 (pH mais alto ajuda na proteção)
- Caldeiras Paradas: pH entre 11.0 e 11.5, com a caldeira cheia para proteção
Para garantir a eficiência
- Monitore regularmente o pH com sensor de pH online, e também a alcalinidade, sensor de condutividade e sensor de oxigênio dissolvido.
- Use aditivos químicos (alcalinizantes, sequestrantes de oxigênio) para manter esses parâmetros na faixa ideal.
Integração digital e estabilidade da medição
A arquitetura digital do sensor, com comunicação Modbus RS485, possibilita integração direta com sistemas de automação e supervisão, permitindo o uso dos dados de pH em tempo real para controle de processo. Essa comunicação elimina a necessidade de conversões analógicas adicionais, reduzindo pontos potenciais de erro e aumentando a confiabilidade das informações utilizadas pelo operador ou pelo sistema de controle distribuído.
O uso de cartucho Plastogel substituível contribui para a estabilidade da medição ao longo do tempo e para a redução do custo operacional, uma vez que a manutenção pode ser realizada sem a substituição completa do sensor. Essa característica atende às exigências de robustez e disponibilidade típicas de ambientes industriais associados a caldeiras.
Impacto direto no controle operacional e na manutenção
Com o monitoramento contínuo do pH, desvios são identificados de forma imediata, permitindo ações corretivas rápidas na dosagem de produtos químicos utilizados no tratamento da água. Essa resposta ágil reduz a probabilidade de formação de ambientes corrosivos ou favoráveis à incrustação, preservando as superfícies metálicas e mantendo a eficiência térmica do sistema.
A confiabilidade das medições reduz a dependência de análises manuais e diminui a variabilidade dos parâmetros de processo, resultando em uma operação mais estável. Do ponto de vista de manutenção, o conceito de cartucho substituível simplifica intervenções e reduz o tempo de indisponibilidade do ponto de medição, alinhando o controle químico às demandas operacionais do sistema térmico.
pH como variável ativa de controle em caldeiras
Na realidade operacional de sistemas de caldeiras, o controle rigoroso da qualidade da água é determinante para a confiabilidade, segurança e eficiência do processo térmico. O pH se consolida como uma variável crítica, diretamente associada à prevenção de corrosão e incrustação, com impacto direto em custos e disponibilidade operacional.
A utilização de um sensor digital online, como o PHEHT & PHT da Aqualabo, transforma o monitoramento do pH em uma prática contínua, integrada e orientada por dados, inserida no sistema de automação industrial. Com medições precisas de pH, ORP e temperatura, comunicação Modbus RS485 e manutenção baseada em cartucho Plastogel substituível, o controle eletroquímico deixa de ser uma verificação periódica e passa a compor a estratégia técnica de preservação e controle de processos térmicos industriais.
Sensor digital PHEHT & PHT
pH
Descrição
O sensor de ponta PHEHT & PHT se destaca na medição de pH, ORP (Redox) e temperatura ou parâmetros de pH/temperatura. Projetado para condições desafiadoras, ele conta com eletrodo de longa duração, tecnologia digital e protocolo Modbus RS485 para uma integração simples e confiável.
Vantagens
Sensor combinado: pH, Redox & Temperatura ou pH/Temperatura
Faixas de medição:
pH: 0,00 a 14,00 pH
Redox: –1000 a +1000 mV
Temperatura (T°C): 0°C a +50,00°C
Cartucho Plastogel substituível
Comunicação digital Modbus RS-485
Arquivos
Documentação do sensor PHEHT & PHT
Tem dúvidas sobre calibração, manutenção, integração ou suporte técnico?
Clique e saiba mais
FAQSensor digital PHEHT & PHT
Como calibrar o sensor PHEHT?
A calibração envolve ajustar as leituras do sensor a um padrão conhecido. O sensor de pH pode ser calibrado em até 5 pontos, embora aplicações comuns precisem apenas de 2 ou 3 pontos de calibração. O ORP é calibrado em 2 pontos. Os valores de todos os pontos de calibração para ambos os parâmetros são escolhidos pelo usuário. Isso permite que o sensor PHEHT seja calibrado próximo ao nível de trabalho esperado, aumentando a precisão para uma aplicação específica.
A sonda PHEHT pode ser usada tanto de forma portátil quanto online?
Sim. Projetada para uso portátil (handheld) e instalações em campo (in situ), a sonda de pH/ORP se destaca em condições desafiadoras, oferecendo resposta rápida, baixa dependência de fluxo e baixo consumo de energia.
Como fazer a manutenção e limpeza do sensor PHEHT?
A limpeza é feita mergulhando o eletrodo em uma solução de limpeza especial. O eletrodo deve ser mantido limpo e a calibração deve ser verificada regularmente e ajustada com o tempo. Quando o eletrólito se esgota (normalmente em 12 a 18 meses), basta trocar o cartucho substituível por um novo e o sensor estará pronto para uso novamente.
A sonda PHEHT é compatível com dispositivos de terceiros?
Sim. A sonda utiliza o protocolo aberto e universal Modbus RS485, permitindo conexão fácil com diversos dispositivos, incluindo dataloggers, controladores, CLPs e sistemas remotos.





