Sensor de OD em viveiros de camarão

Sensor de OD em viveiros de camarao

Em viveiros de camarão, a continuidade do ciclo produtivo depende de uma única variável que pode colapsar o sistema em poucas horas: o oxigênio dissolvido (OD). Diferentemente de outros parâmetros de qualidade da água, o OD não oferece margem de compensação biológica quando ocorre uma queda abrupta. A incapacidade do camarão de ajustar rapidamente seu metabolismo frente à hipóxia transforma pequenas variações em eventos críticos. Por isso, o OD deixa de ser apenas um indicador ambiental e passa a assumir papel central na segurança operacional do processo aquícola, definindo limites reais entre estabilidade, estresse e mortalidade.

Dinâmica biológica e operacional que leva à queda de OD

Os viveiros de camarão funcionam como sistemas biológicos intensivos, com elevada carga orgânica proveniente de ração não consumida, fezes e biomassa microbiana. Esse acúmulo alimenta intensa atividade bacteriana aeróbia, aumentando o consumo de oxigênio, sobretudo durante a noite e nas primeiras horas da manhã. Em regiões tropicais, variações térmicas diárias, chuvas intensas, estratificação da coluna d’água e episódios de inversão térmica amplificam essa instabilidade. Nessas condições, a água do fundo — rica em CO₂, compostos ácidos e subprodutos da decomposição — pode ser suspendida rapidamente, reduzindo drasticamente o OD disponível justamente na zona onde os camarões se concentram.

Resposta fisiológica do camarão e impacto econômico imediato

O camarão possui metabolismo altamente dependente de trocas gasosas eficientes pelas brânquias. Quando o OD cai, mesmo por curtos períodos, observa-se redução da atividade, estresse fisiológico, comprometimento da resposta imunológica e maior susceptibilidade a doenças. Do ponto de vista produtivo, o risco é ampliado pelas margens operacionais estreitas da carcinicultura: uma queda abrupta de oxigênio pode provocar mortalidade significativa em poucas horas, gerando prejuízos elevados em um único ciclo. Importante destacar que os sinais visuais clássicos — camarões subindo à superfície ou se agrupando próximos aos aeradores — surgem tarde demais, quando a asfixia já está em curso.

Hipóxia: o problema técnico que exige antecipação, não reação

A hipóxia é a principal causa imediata de mortalidade em viveiros de camarão. Diferentemente de outros fatores de estresse, o oxigênio não permite um “tempo de resposta biológica”. Abaixo de determinado limiar, o animal não consegue compensar fisiologicamente, resultando em perda de equilíbrio osmótico, asfixia e mortalidade aguda. Além dos eventos letais, quedas repetidas de OD, mesmo que subletais, induzem estresse crônico, reduzem crescimento e pioram a conversão alimentar, elevando o custo de produção. Assim, o desafio técnico não está apenas em medir o OD, mas em detectar tendências de queda com antecedência suficiente para permitir intervenção efetiva no processo.

Faixas críticas de oxigênio dissolvido e limites de segurança

Em viveiros de camarão, o OD opera dentro de uma faixa biológica estreita, na qual pequenas variações produzem impactos desproporcionais. Valores abaixo de aproximadamente 4–5 mg/L já são considerados críticos, pois reduzem taxa metabólica, ingestão de ração e eficiência imunológica. Quando o OD se aproxima de 3 mg/L ou menos, o risco de mortalidade aguda cresce de forma exponencial, especialmente em altas densidades de estocagem e temperaturas elevadas. Embora não exista legislação específica para viveiros aquícolas privados, a Resolução CONAMA 357, amplamente utilizada como referência técnica no Brasil, estabelece para corpos d’água de Classe 2 um valor mínimo de 5 mg/L, frequentemente adotado como parâmetro conservador no manejo aquícola. Mais importante que o valor isolado é a velocidade de queda, especialmente durante a madrugada, indicativa de consumo bacteriano elevado e necessidade de resposta imediata.

Integração do monitoramento contínuo ao controle do processo

Nesse cenário, o monitoramento contínuo de OD deixa de ser uma ferramenta de gestão e se torna um elemento de proteção operacional. A presença de um sensor óptico online inserido diretamente na rotina do viveiro permite acompanhar padrões diários de consumo de oxigênio, correlacionando-os com alimentação, temperatura e biomassa. É nesse ponto que o OPTOD Plastic sensor da Aqualabo se integra estrategicamente ao processo, fornecendo dados confiáveis para decisões automáticas e preventivas, sem depender de medições pontuais ou interpretações tardias.

Tecnologia óptica aplicada às condições reais da aquicultura

O OPTOD Plastic utiliza tecnologia óptica luminescente, dispensando membrana eletrolítica e eletrólito, o que elimina problemas clássicos de deriva e instabilidade comuns em sensores convencionais. Essa característica é crítica em viveiros de camarão, onde o sensor permanece submerso por longos períodos em ambientes com alta carga orgânica. Seu corpo robusto em POMC e PVC, totalmente à prova d’água, garante resistência em condições salinas e biologicamente ativas. A comunicação digital aberta Modbus RTU RS-485 permite integração direta com controladores, dataloggers e sistemas de automação, viabilizando alarmes e acionamento automático de aeradores sem intervenção manual. O baixo consumo de energia favorece instalações remotas ou alimentadas por sistemas autônomos. Para cenários de bioincrustação elevada, a opção de solução antifouling e o acessório de limpeza automática asseguram estabilidade da medição ao longo de todo o ciclo produtivo.

Efeitos diretos no manejo, na energia e na sanidade

Com dados contínuos e confiáveis, o manejo deixa de ser reativo. O produtor passa a ajustar horários e intensidades de aeração de forma racional, reduzindo consumo energético sem comprometer a segurança biológica. A detecção precoce de tendências de queda de OD permite acionamento automático de aeradores antes que os camarões entrem em estresse severo, reduzindo mortalidade. Além disso, o histórico de dados fornece rastreabilidade operacional, auxiliando na análise de perdas, na otimização de densidades de estocagem e na validação de boas práticas de manejo. Do ponto de vista sanitário, a manutenção de níveis adequados de oxigênio reduz estresse crônico, melhora a resposta imunológica e diminui a incidência de doenças oportunistas.

OD como variável de proteção do ciclo produtivo

Na prática da carcinicultura intensiva, a mortalidade raramente é causada por um único fator isolado, mas a queda de oxigênio dissolvido é frequentemente o gatilho final dos eventos críticos. Integrar o monitoramento contínuo de OD ao controle do processo é uma exigência técnica para quem busca estabilidade produtiva, previsibilidade operacional e redução de riscos. Ao possibilitar a detecção antecipada de desvios dentro da faixa crítica de oxigênio, o OPTOD Plastic da Aqualabo viabiliza ações corretivas eficazes antes que o estresse biológico se converta em perda econômica. Mais do que um instrumento de medição, trata-se de uma ferramenta operacional alinhada à biologia do sistema, às boas práticas de manejo e às exigências de um cenário produtivo cada vez mais intensivo e sujeito à variabilidade climática.

OPTOD PLASTIC – Sensor de oxigenio dissolvido corpo plastico

OPTOD PLASTIC – Sensor de oxigênio dissolvido (corpo plástico)

Sensor OPTOD plástico

A versão OPTOD PLASTIC reúne a mesma tecnologia óptica luminiscente em um corpo de plástico de alta resistência, com opções de peneiras de proteção e solução antifouling. É uma opção econômica e robusta, especialmente indicada para aquicultura e aplicações similares.

  • Tecnologia óptica: sem membrana nem eletrólito

  • Baixa deriva e pouca necessidade de manutenção

  • Comunicação digital Modbus RS-485

  • Corpo em POMC e PVC, resistente e submersível

  • Compatível com sistemas antifouling e acessórios de limpeza

  • Protocolo de comunicação aberto (MODBUS RTU RS-485 ou SDI-12)

  • Sensor com consumo de energia muito baixo

  • Manual técnico do sensor OPTOD PLASTIC (PDF)

  • Manual do acessório de limpeza automática HYDROCLEAN (PDF)

Tem dúvidas sobre calibração, manutenção, integração ou suporte técnico?

FAQ – OPTOD PLÁSTICO

Por que a medição óptica de O₂ é uma boa solução?

Porque dispensa membranas e eletrólitos, reduz o número de manutenções, oferece ótima estabilidade e rápida resposta, além de menor suscetibilidade a interferências.

Em operação contínua, a membrana pode alcançar até 24 meses de uso. Refil em estoque deve ser mantido em local seco e escuro por até 2 anos.

O corpo plástico em POMC/PVC apresenta boa resistência química, sendo adequado para aplicações sujeitas a corrosão, bem como ambientes salobros ou com cargas orgânicas mais elevadas.

Monitoramento de oxigênio dissolvido em tanques de criação de peixes, viveiros de aquicultura, tratamento de efluentes e monitoramento ambiental em águas superficiais.

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