A estabilidade de um sistema de tratamento de efluentes começa antes das etapas biológicas formais. Em tanques de equalização, onde vazão, carga orgânica e características físico-químicas são deliberadamente amortecidas, o oxigênio dissolvido (OD) assume um papel silencioso, porém decisivo: impedir a transição para condições anaeróbias. Esses tanques operam frequentemente com altas cargas orgânicas, sólidos sedimentáveis e variações intensas de afluente ao longo do dia, criando um ambiente propício ao rápido consumo de oxigênio. Diferentemente de reatores aeróbios, o objetivo aqui não é sustentar biomassa ativa, mas manter uma condição minimamente oxidante capaz de preservar a integridade do processo global.
Consequências Operacionais da Perda de OD na Equalização
Quando o oxigênio dissolvido cai a níveis próximos de zero, instala-se um ambiente anaeróbio indesejado. Essa condição favorece a redução de sulfatos a sulfetos, resultando em liberação de H₂S, geração de odores, corrosão de estruturas metálicas e degradação da qualidade do efluente equalizado. Além do impacto direto sobre segurança operacional e conforto ambiental, o efluente anaeróbio que segue para etapas posteriores, como reatores biológicos aeróbios, provoca choques de carga e aumento abrupto da demanda de oxigênio, dificultando o controle do processo. Assim, mesmo não sendo uma unidade de tratamento biológico completo, o tanque de equalização influencia diretamente a eficiência das etapas a jusante.
Risco Normativo e Continuidade do Processo
Do ponto de vista regulatório, a Resolução CONAMA nº 430/2011 estabelece que o lançamento de efluentes não deve provocar condições anaeróbias no corpo receptor. Embora o tanque de equalização não seja uma unidade de lançamento, sua operação impacta diretamente a qualidade final do efluente tratado. A ausência de monitoramento contínuo de OD nessa etapa impede respostas rápidas, como ajustes de aeração ou mistura, expondo a planta a riscos ambientais, não conformidades indiretas e instabilidade operacional, especialmente em estações sujeitas a fiscalização ambiental rigorosa.
Faixa Crítica de OD e Sensibilidade Operacional
Em tanques de equalização, o OD não precisa ser elevado, mas existe uma faixa operacional crítica amplamente reconhecida na engenharia sanitária. Valores abaixo de 0,5 mg/L indicam ambiente fortemente redutor, com alta probabilidade de processos anaeróbios e formação de sulfetos. Entre 0,5 e 1,0 mg/L, o sistema opera em uma zona instável, na qual pequenas variações de carga orgânica ou falhas de mistura levam rapidamente à anaerobiose. Para controle operacional seguro, manter o OD entre 1,0 e 2,0 mg/L é geralmente suficiente para inibir rotas anaeróbias sem impor consumo energético excessivo com aeração. Nessa faixa, variações de décimos de mg/L têm impacto direto sobre odores, corrosão e estabilidade das unidades biológicas subsequentes, exigindo medição contínua, estável e confiável exatamente nesse intervalo.
Medição de OD Inserida na Lógica Operacional do Tanque
É nesse contexto que a instrumentação de OD deixa de ser acessória e passa a integrar a lógica de controle do tanque de equalização. O OPTOD PLASTIC – sensor óptico de oxigênio dissolvido da Aqualabo atua diretamente sobre esse ponto crítico do processo. Sua tecnologia óptica luminiscente, que dispensa membrana eletrolítica e eletrólito, é especialmente adequada para ambientes com carga orgânica elevada, presença de sólidos e variações frequentes na qualidade do efluente. A eliminação do eletrólito reduz falhas típicas de sensores eletroquímicos, como contaminação interna e deriva acelerada, assegurando baixa deriva e confiabilidade justamente na faixa de 0,5 a 2,0 mg/L.
Robustez Física, Integração e Continuidade da Medição
O corpo plástico em POMC e PVC oferece resistência química compatível com efluentes industriais e sanitários, além de reduzir riscos de corrosão associados à presença de sulfetos. A comunicação digital Modbus RS-485 permite integração direta com CLPs e sistemas supervisórios, viabilizando alarmes operacionais para queda de OD e acionamento automático de sistemas de aeração ou mistura. Para ambientes com elevado potencial de incrustação, o sensor é compatível com soluções antifouling e com o acessório de limpeza automática HYDROCLEAN, garantindo estabilidade da medição em operação contínua e reduzindo intervenções manuais em áreas potencialmente insalubres.
Impactos Diretos no Controle e nos Ativos da Planta
A medição online de OD no tanque de equalização permite uma prevenção ativa de condições anaeróbias, com ajustes de aeração realizados antes da formação de odores ou do início da corrosão. Isso se reflete em maior vida útil de tubulações, bombas e estruturas metálicas. Do ponto de vista energético, o controle contínuo evita tanto a subaeração, que leva à anaerobiose, quanto a sobreaeração, responsável por consumo desnecessário de energia. A estabilidade do efluente equalizado reduz choques de carga nas etapas biológicas subsequentes e facilita o controle do OD em reatores aeróbios, aumentando a previsibilidade operacional do sistema.
Aplicação Técnica Consolidada na Realidade da Equalização
Em tanques de equalização, o oxigênio dissolvido é um parâmetro estrutural para a continuidade do processo, a integridade dos ativos e a conformidade ambiental indireta do tratamento. Manter o OD acima da faixa crítica de anaerobiose é uma ação preventiva que evita odores recorrentes, corrosão por sulfetos e instabilidade biológica a jusante. Inserido organicamente nessa lógica operacional, o OPTOD PLASTIC da Aqualabo oferece tecnologia óptica, robustez construtiva e integração digital adequadas a efluentes agressivos e operação contínua. Dessa forma, o sensor deixa de ser apenas um ponto de medição e passa a atuar como elemento ativo de gestão da estabilidade operacional em sistemas de tratamento de efluentes industriais e sanitários.
OPTOD PLASTIC – Sensor de oxigênio dissolvido (corpo plástico)
Sensor OPTOD plástico
Descrição
A versão OPTOD PLASTIC reúne a mesma tecnologia óptica luminiscente em um corpo de plástico de alta resistência, com opções de peneiras de proteção e solução antifouling. É uma opção econômica e robusta, especialmente indicada para aquicultura e aplicações similares.
Vantagens
Tecnologia óptica: sem membrana nem eletrólito
Baixa deriva e pouca necessidade de manutenção
Comunicação digital Modbus RS-485
Corpo em POMC e PVC, resistente e submersível
Compatível com sistemas antifouling e acessórios de limpeza
Protocolo de comunicação aberto (MODBUS RTU RS-485 ou SDI-12)
Sensor com consumo de energia muito baixo
Arquivos
Manual técnico do sensor OPTOD PLASTIC (PDF)
Manual do acessório de limpeza automática HYDROCLEAN (PDF)
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FAQ – OPTOD PLÁSTICO
Por que a medição óptica de O₂ é uma boa solução?
Porque dispensa membranas e eletrólitos, reduz o número de manutenções, oferece ótima estabilidade e rápida resposta, além de menor suscetibilidade a interferências.
Qual a vida útil da membrana óptica?
Em operação contínua, a membrana pode alcançar até 24 meses de uso. Refil em estoque deve ser mantido em local seco e escuro por até 2 anos.
Os sensores suportam ambientes difíceis?
O corpo plástico em POMC/PVC apresenta boa resistência química, sendo adequado para aplicações sujeitas a corrosão, bem como ambientes salobros ou com cargas orgânicas mais elevadas.
Quais aplicações típicas?
Monitoramento de oxigênio dissolvido em tanques de criação de peixes, viveiros de aquicultura, tratamento de efluentes e monitoramento ambiental em águas superficiais.





