Sensor de OD em reuso

Sensor de OD em reuso

Em um sistema de reuso em operação contínua, a primeira manifestação de perda de controle raramente é visual. Antes de odores, corrosão ou reclamações operacionais, ocorre uma queda progressiva do oxigênio dissolvido (OD) durante o armazenamento, a distribuição interna ou a recirculação da água tratada. Essa redução, mesmo discreta, altera a respiração microbiana residual, acelera o consumo de matéria orgânica remanescente e cria condições para o desenvolvimento de biofilmes. Em reservatórios e redes, onde a água permanece exposta a variações de temperatura, carga orgânica residual e tempo de detenção hidráulica, o OD torna-se o primeiro parâmetro a refletir a perda de estabilidade biológica. Diferentemente de estações de tratamento convencionais, o reuso não admite apenas correção a jusante: exige monitoramento contínuo e preventivo para garantir que a água permaneça biologicamente estável e operacionalmente segura até o ponto de uso final.

Risco operacional associado à instabilidade biológica

A instabilidade biológica em sistemas de reuso não ocorre de forma abrupta. Ela se desenvolve a partir de variações sutis e contínuas no OD, frequentemente invisíveis quando o controle é esporádico ou exclusivamente laboratorial. À medida que o oxigênio diminui, a microbiota presente — mesmo em baixas concentrações — migra para rotas metabólicas fermentativas e anaeróbias, resultando em geração de odores, aumento da corrosividade, solubilização de metais e deterioração da qualidade estética e sanitária da água. Em cenários mais críticos, estabelece-se um ambiente anaeróbio com produção de sulfetos e comprometimento da integridade dos ativos hidráulicos. O desafio técnico, portanto, não é medir OD em condições extremas, mas acompanhar tendências de queda dentro da faixa operacional crítica, permitindo intervenção antes que os impactos atinjam o processo, a infraestrutura ou a conformidade com diretrizes técnicas de reuso.

Faixa crítica de oxigênio dissolvido e referências normativas

Em sistemas de reuso biologicamente estáveis, a faixa operacional mais sensível situa-se entre 2 e 6 mg/L de O₂. Dentro desse intervalo, pequenas variações têm impacto direto sobre a atividade microbiana residual. Valores abaixo de aproximadamente 2 mg/L favorecem condições anaeróbias, com riscos elevados de odores, sulfetos e instabilidade química. Por outro lado, valores consistentemente acima de 4–5 mg/L indicam um meio suficientemente oxigenado para sustentar processos aeróbios residuais sem estimular crescimento biológico excessivo. Embora a ABNT NBR 16783:2020, aplicável ao reuso de água não potável, não estabeleça um limite mínimo direto para OD, ela exige controle que assegure estabilidade, ausência de odores e integridade do sistema. Complementarmente, a Resolução CONAMA 357, para águas de Classe 2, define OD mínimo de 5 mg/L, valor frequentemente adotado como referência técnica em projetos de reuso ambientalmente seguros.

Monitoramento contínuo como elemento estruturante do sistema

Garantir estabilidade biológica ao longo do tempo exige que o OD seja tratado como um parâmetro de controle de processo, e não apenas como um dado analítico pontual. Em sistemas de reuso com matéria orgânica residual, potencial de bioincrustação e operação distribuída, a confiabilidade da medição torna-se crítica. É nesse contexto que a tecnologia óptica luminescente do OPTOD PLASTIC, da Aqualabo, se integra ao processo de forma eficaz. Ao dispensar membranas e eletrólitos em sua composição estrutural, o sensor reduz significativamente a deriva de medição, característica essencial para identificar tendências lentas de consumo de oxigênio. Seu corpo plástico em POMC e PVC oferece resistência química adequada, inclusive em águas salobras ou contendo compostos agressivos, comuns em aplicações de reuso industrial, urbano ou agrícola.

Integração operacional e continuidade da medição

Em ambientes onde a continuidade do dado é tão importante quanto sua precisão, o OPTOD PLASTIC permite manter o OD sob vigilância permanente. A compatibilidade com soluções antifouling e acessórios de limpeza automática reduz interrupções para manutenção, preservando a integridade do histórico de dados. A comunicação digital Modbus RS-485 viabiliza integração direta com CLPs e sistemas supervisórios, permitindo configurar alarmes baseados em desvios dentro da faixa crítica, e não apenas em limites extremos. Dessa forma, o sensor deixa de atuar como um ponto isolado de medição e passa a compor a lógica de controle preventivo da estabilidade biológica, apoiando decisões operacionais como aeração pontual, renovação parcial de volume ou ajustes de carga orgânica antes que ocorram impactos perceptíveis.

Impacto direto na confiabilidade e nos custos do reuso

O monitoramento contínuo de OD com o OPTOD PLASTIC gera benefícios operacionais mensuráveis. A detecção precoce do consumo biológico de oxigênio reduz a necessidade de intervenções corretivas dispendiosas, como descargas completas de reservatórios ou aplicações químicas emergenciais. Além disso, o histórico contínuo de OD fornece evidências objetivas de controle da estabilidade da água, atendendo às boas práticas exigidas por normas de reuso, mesmo quando não há limite legal explícito para o parâmetro. O baixo consumo de energia e a manutenção reduzida do sensor contribuem para a viabilidade econômica do monitoramento permanente, aspecto essencial em sistemas de reuso distribuídos ou descentralizados.

Estabilidade biológica como ativo do sistema

Em sistemas de reuso de água, a estabilidade biológica não é um resultado passivo do tratamento inicial, mas um ativo operacional que precisa ser preservado ao longo do tempo. O oxigênio dissolvido, especialmente na faixa intermediária onde pequenas variações antecipam falhas maiores, é o indicador mais sensível dessa condição. Ao incorporar o OPTOD PLASTIC à lógica operacional do sistema, a medição de OD deixa de ser reativa e passa a sustentar uma estratégia preventiva, alinhada à realidade de águas com carga orgânica residual, riscos de incrustação e exigência de confiabilidade contínua. Assim, o controle do OD consolida-se como um elemento estratégico para segurança operacional, sustentabilidade e credibilidade técnica de sistemas modernos de reuso de água.

OPTOD PLASTIC – Sensor de oxigenio dissolvido corpo plastico

OPTOD PLASTIC – Sensor de oxigênio dissolvido (corpo plástico)

Sensor OPTOD plástico

A versão OPTOD PLASTIC reúne a mesma tecnologia óptica luminiscente em um corpo de plástico de alta resistência, com opções de peneiras de proteção e solução antifouling. É uma opção econômica e robusta, especialmente indicada para aquicultura e aplicações similares.

  • Tecnologia óptica: sem membrana nem eletrólito

  • Baixa deriva e pouca necessidade de manutenção

  • Comunicação digital Modbus RS-485

  • Corpo em POMC e PVC, resistente e submersível

  • Compatível com sistemas antifouling e acessórios de limpeza

  • Protocolo de comunicação aberto (MODBUS RTU RS-485 ou SDI-12)

  • Sensor com consumo de energia muito baixo

  • Manual técnico do sensor OPTOD PLASTIC (PDF)

  • Manual do acessório de limpeza automática HYDROCLEAN (PDF)

Tem dúvidas sobre calibração, manutenção, integração ou suporte técnico?

FAQ – OPTOD PLÁSTICO

Por que a medição óptica de O₂ é uma boa solução?

Porque dispensa membranas e eletrólitos, reduz o número de manutenções, oferece ótima estabilidade e rápida resposta, além de menor suscetibilidade a interferências.

Em operação contínua, a membrana pode alcançar até 24 meses de uso. Refil em estoque deve ser mantido em local seco e escuro por até 2 anos.

O corpo plástico em POMC/PVC apresenta boa resistência química, sendo adequado para aplicações sujeitas a corrosão, bem como ambientes salobros ou com cargas orgânicas mais elevadas.

Monitoramento de oxigênio dissolvido em tanques de criação de peixes, viveiros de aquicultura, tratamento de efluentes e monitoramento ambiental em águas superficiais.

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