Sensor de OD em piscicultura

Sensor de OD em piscicultura

Em piscicultura intensiva, os eventos mais críticos raramente ocorrem durante o manejo diário. Eles se manifestam à noite ou nas primeiras horas da manhã, quando a fotossíntese é interrompida, a respiração de peixes e microrganismos continua e a demanda por oxigênio dissolvido (OD) atinge seu pico. Nesse intervalo, o viveiro se comporta como um reator biológico raso, com acúmulo contínuo de fezes, restos de ração e biomassa microbiana no fundo. Essa carga orgânica consome OD de forma constante, criando um cenário onde pequenas alterações físicas ou biológicas podem desencadear quedas abruptas do parâmetro mais sensível do sistema.

A situação se agrava quando fenômenos como estratificação térmica e inversão térmica promovem a mistura súbita de camadas profundas, pobres em oxigênio e ricas em CO₂, com a zona superficial onde os peixes se concentram. Nesses momentos, o colapso do OD ocorre em minutos, sem sinais visuais prévios.

Risco Operacional e Impacto Fisiológico da Hipóxia

A hipóxia é o principal gatilho de eventos de mortandade em piscicultura. Ela se instala quando o consumo de oxigênio por peixes, bactérias e processos de decomposição supera a reposição por difusão atmosférica, fotossíntese ou aeração mecânica. Do ponto de vista fisiológico, o peixe depende do OD para sustentar seu metabolismo aeróbio; quando esse parâmetro cai, surgem estresse respiratório, acidose sanguínea e comprometimento das brânquias, responsáveis também pelo equilíbrio iônico.

Além disso, o baixo OD agrava a toxicidade da amônia, pois reduz a capacidade de excreção de NH₃/NH₄⁺, elevando o risco de intoxicação mesmo em concentrações moderadas. O fator mais crítico não é apenas o valor absoluto do OD, mas a velocidade da variação, que impede qualquer adaptação fisiológica. Quando os peixes passam a boquejar na superfície, o dano já está instalado.

Limites Operacionais, Biológicos e Referências Regulatórias

Na prática aquícola, o controle de OD não se baseia em valores ideais teóricos, mas em zonas críticas de operação. Concentrações abaixo de 5 mg/L já representam condição de estresse para a maioria das espécies cultivadas, com impacto direto no crescimento, na conversão alimentar e na suscetibilidade a doenças. Valores próximos ou inferiores a 3 mg/L configuram alto risco de mortalidade, especialmente durante a madrugada.

Sob o ponto de vista regulatório, a Resolução CONAMA nº 357/2005 estabelece valores mínimos de OD para corpos d’água destinados à proteção da vida aquática. Mesmo quando viveiros escavados não estão sob fiscalização direta, esses limites funcionam como referência técnica reconhecida. O desafio operacional é que, durante inversões térmicas, o OD pode cair vários miligramas por litro em poucos minutos, tornando medições pontuais inadequadas para proteção do sistema.

Estabilidade do Processo Exige Monitoramento Contínuo Submerso

Diante de um ambiente biologicamente instável, influenciado por densidade de estocagem, regime alimentar, clima e dinâmica térmica, a piscicultura deixa de ser apenas zootécnica e passa a exigir controle contínuo de variáveis limnológicas. O oxigênio dissolvido é o primeiro parâmetro a colapsar frente a desequilíbrios físicos ou biológicos, tornando-se o eixo central da estabilidade do sistema.

A ausência de monitoramento contínuo transforma o manejo em uma atividade reativa, baseada em sinais tardios. Para evitar isso, a operação exige instrumentação online robusta, capaz de operar submersa, com baixa manutenção, alta estabilidade e fornecimento de dados confiáveis para decisões rápidas de aeração, inclusive em horários sem presença operacional no viveiro.

Tecnologia Óptica Integrada ao Manejo do Viveiro

É nesse contexto que o sensor OPTOD Plastic da Aqualabo se insere de forma diferencial no processo. Desenvolvido para aplicações onde estabilidade, robustez e baixo custo operacional são determinantes, ele utiliza tecnologia óptica luminescente, sem membrana eletroquímica e sem eletrólito. Isso elimina problemas clássicos de deriva e consumo de oxigênio pela própria medição, comuns em sensores amperométricos.

Essa característica é crítica em viveiros com variações rápidas de OD e onde manutenção frequente é inviável. A ausência de deriva permite operação submersa por longos períodos, fornecendo dados confiáveis justamente nos momentos mais críticos, como madrugadas e mudanças bruscas de temperatura. O corpo robusto em POMC e PVC, à prova d’água, suporta ambientes com alta carga orgânica.

Integração Digital, Energia e Resposta Preventiva

A comunicação digital Modbus RS-485 (ou SDI-12, conforme asset disponível) permite integrar o sensor diretamente a CLPs, dataloggers ou sistemas de telemetria. Isso viabiliza alarmes automáticos e o acionamento de aeradores antes que a hipóxia se instale. Por ser uma solução de baixo consumo de energia, o sensor pode operar em sistemas alimentados por bateria ou energia solar, ampliando sua aplicabilidade em fazendas aquícolas de diferentes portes e níveis de infraestrutura.

Essa integração transforma o OD em uma variável de controle ativa, permitindo respostas graduais e eficientes, em vez de ações emergenciais tardias.

Controle Preventivo, Eficiência Energética e Rastreabilidade

Com monitoramento online, o manejo passa de reativo para preventivo. A identificação de tendências de queda do OD ainda dentro da faixa segura permite aeração progressiva, reduzindo consumo energético, evitando choques ambientais e prolongando a vida útil dos aeradores. Biologicamente, manter o OD estável acima do limiar crítico reduz estresse crônico, melhora a eficiência alimentar e diminui a incidência de doenças oportunistas.

A comunicação digital também possibilita registro histórico dos dados, permitindo correlacionar eventos de queda de OD com clima, manejo alimentar e densidade de estocagem. Essa rastreabilidade é essencial para ajustes finos do processo e para justificar decisões técnicas. Ao evitar episódios de mortandade, reduzem-se perdas que podem ultrapassar dezenas de milhares de reais por tanque.

Continuidade Produtiva Baseada em Informação em Tempo Real

Na piscicultura moderna, a mortandade por hipóxia não é inevitável; ela resulta da ausência de informação confiável em tempo real. O oxigênio dissolvido é o parâmetro mais sensível e decisivo para a sobrevivência dos peixes em sistemas intensivos sujeitos a alta carga orgânica e inversões térmicas. Monitorá-lo continuamente com sensores estáveis, ópticos e de baixa manutenção deixa de ser diferencial e passa a ser necessidade operacional.

Ao integrar o OPTOD Plastic da Aqualabo ao manejo diário, o produtor preserva biomassa, investimento e continuidade produtiva, transformando dados limnológicos em decisões técnicas antecipadas. Prevenir a queda crítica de OD é, na prática, garantir segurança biológica, eficiência operacional e sustentabilidade econômica do sistema aquícola.

OPTOD PLASTIC – Sensor de oxigenio dissolvido corpo plastico

OPTOD PLASTIC – Sensor de oxigênio dissolvido (corpo plástico)

Sensor OPTOD plástico

A versão OPTOD PLASTIC reúne a mesma tecnologia óptica luminiscente em um corpo de plástico de alta resistência, com opções de peneiras de proteção e solução antifouling. É uma opção econômica e robusta, especialmente indicada para aquicultura e aplicações similares.

  • Tecnologia óptica: sem membrana nem eletrólito

  • Baixa deriva e pouca necessidade de manutenção

  • Comunicação digital Modbus RS-485

  • Corpo em POMC e PVC, resistente e submersível

  • Compatível com sistemas antifouling e acessórios de limpeza

  • Protocolo de comunicação aberto (MODBUS RTU RS-485 ou SDI-12)

  • Sensor com consumo de energia muito baixo

  • Manual técnico do sensor OPTOD PLASTIC (PDF)

  • Manual do acessório de limpeza automática HYDROCLEAN (PDF)

Tem dúvidas sobre calibração, manutenção, integração ou suporte técnico?

FAQ – OPTOD PLÁSTICO

Por que a medição óptica de O₂ é uma boa solução?

Porque dispensa membranas e eletrólitos, reduz o número de manutenções, oferece ótima estabilidade e rápida resposta, além de menor suscetibilidade a interferências.

Em operação contínua, a membrana pode alcançar até 24 meses de uso. Refil em estoque deve ser mantido em local seco e escuro por até 2 anos.

O corpo plástico em POMC/PVC apresenta boa resistência química, sendo adequado para aplicações sujeitas a corrosão, bem como ambientes salobros ou com cargas orgânicas mais elevadas.

Monitoramento de oxigênio dissolvido em tanques de criação de peixes, viveiros de aquicultura, tratamento de efluentes e monitoramento ambiental em águas superficiais.

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