Sensor de DQO em ETAs/ETEs

Sensor de DQO em ETAsETEs

Em ETAs e ETEs, o desafio crítico não é apenas medir a carga orgânica, mas reagir a ela com resolução temporal suficiente para preservar eficiência e estabilidade. A DQO (Demanda Química de Oxigênio) se destaca como parâmetro estratégico, capaz de refletir rapidamente variações na composição orgânica, diferentemente de métodos laboratoriais lentos. Oscilações na carga afluente afetam diretamente atividade microbiana, taxa de consumo de oxigênio, formação de subprodutos e eficiência de coagulação, dependendo do tipo de processo: em ETEs biológicas, picos de DQO podem comprometer lodos ativados, MBBR ou IFAS; em ETAs, mesmo pequenas alterações na matéria orgânica dissolvida impactam dosagem de oxidantes e coagulantes.

O acompanhamento quase em tempo real permite antecipar desvios, ajustar fluxos, aeração e dosagens químicas, garantindo conformidade operacional e evitando decisões baseadas em amostragens pontuais que não capturam choques orgânicos transitórios. Instrumentação robusta, sem reagentes e de baixa manutenção é essencial para fornecer dados representativos do processo.

Impactos operacionais da defasagem na medição de DQO

A defasagem entre variação real da carga orgânica e dados disponíveis para controle é o principal risco técnico. Em ETEs, um aumento abrupto de DQO afluente provoca consumo excessivo de oxigênio, queda de eficiência de remoção e risco de arraste de sólidos, caso a aeração e recirculação não sejam ajustadas rapidamente. Em ETAs, elevações súbitas da matéria orgânica influenciam diretamente a demanda de coagulantes e oxidantes, com reflexos imediatos na qualidade da água.

Assim, a medição deve ser frequente, contínua e integrável aos sistemas de automação, permitindo ações corretivas antes que ocorram impactos biológicos, operacionais ou de conformidade. A velocidade e representatividade da informação transformam a DQO em variável de controle interno, essencial para decisões preventivas.

Faixas críticas de operação e limites relevantes da DQO

Embora não exista limite legal direto para DQO em efluentes tratados no Brasil, seu monitoramento é crucial para controle operacional:

  • ETE municipais: DQO afluente operacionalmente entre 200 e 800 mg/L; variações de 50 a 100 mg/L já alteram consumo de oxigênio e carga do reator biológico. No efluente tratado, desvios persistentes indicam perda de eficiência e risco de não atendimento indireto aos limites de DBO.
  • ETAs: faixas de DQO frequentemente abaixo de 20 mg/L; variações de poucos mg/L impactam diretamente formação de subprodutos e consumo de insumos químicos.

O foco não está na escala total, mas na capacidade de detectar pequenas variações dentro das faixas críticas, onde decisões de controle realmente ocorrem.

Tecnologia aplicada: STAC2 integrado à operação

No cenário de resposta rápida, o STAC2 – Analisador online UV-Vis multiparâmetro se integra de forma estratégica à operação, fornecendo medições quase em tempo real da DQO e outros indicadores orgânicos. Com varredura espectral de 190 a 800 nm, resolução de 1 nm e operação sem reagentes, o equipamento elimina atrasos analíticos e riscos de manuseio químico.

A capacidade de operar com até quatro fluxos de amostragem permite monitorar afluente, efluente intermediário e final, ou diferentes pontos de uma ETA/ETE. O software UV-PRO cria modelos calibrados à matriz local, aumentando confiabilidade. Ciclos típicos de 2 a 5 minutos, incluindo referência, fornecem dados integráveis via Modbus TCP/IP, RTU, WiFi ou Ethernet, habilitando ajustes automáticos de aeração, recirculação ou dosagem química.

Benefícios operacionais e estabilidade do processo

A medição contínua de DQO com o STAC2 transforma o monitoramento em controle ativo de processo:

  • Em ETEs, antecipa choques de carga orgânica, permitindo ajuste de aeração e recirculação de lodo antes que a biologia seja afetada, reduzindo riscos de instabilidade e perda de eficiência.
  • Em ETAs, otimiza dosagens de coagulantes e oxidantes, evitando subdosagem ou excesso de químicos.
  • Limpeza automática do circuito minimiza interferências por biofilme ou incrustação, mantendo confiabilidade do dado.
  • Armazenamento de dados facilita análises de tendência, auditorias e suporte à decisão.

O resultado é um controle responsivo, baseado em dados representativos da realidade hidráulica e biológica, não em amostragens pontuais.

Transformação da DQO em variável de controle operacional

Para ETAs e ETEs, a DQO deixa de ser um parâmetro apenas medido e torna-se um indicador dinâmico de carga orgânica. A ausência de limite legal direto não diminui sua relevância; pelo contrário, reforça seu papel estratégico na estabilidade biológica e eficiência global do tratamento.

O uso do STAC2 da Aqualabo, com tecnologia UV-Vis multiparâmetro, oferece medições frequentes, integráveis à automação e ajustáveis à matriz específica, transformando variações espectrais em informação operacional acionável. Operadores podem atuar preventivamente, minimizando riscos de não conformidade indireta, consumo excessivo de insumos e instabilidade do sistema. Assim, a resposta rápida à carga orgânica deixa de ser um desafio e se torna um elemento ativo de controle de processo, garantindo operação segura e eficiente.

STAC2 – Analisador online UV Vis multiparametro

STAC2 – Analisador online UV-Vis multiparâmetro

Analisador online UV-Vis multiparâmetro

O STAC2 é uma solução avançada para monitoramento contínuo da qualidade da água, utilizando tecnologia UV/Vis capaz de detectar em tempo real parâmetros como DBO, DQO, COT, sólidos suspensos (TSS), nitratos e outros indicadores essenciais. Possui quatro canais de amostragem e foi projetado para aplicações exigentes em estações de tratamento, águas industriais, superficiais e sistemas de abastecimento.

  • Varredura espectral completa de 190 a 800 nm, com resolução de 1 nm

  • Suporte para até quatro linhas de amostragem trabalhando simultaneamente

  • Medições multiparâmetros sem reagentes

  • Sistema de limpeza automática integrado

  • Conectividade moderna: WiFi, Ethernet, USB e armazenamento interno

  • Ideal para processos industriais e monitoramento ambiental contínuo

  • Analisador UV/Vis multiparâmetro

  • Medição contínua em linha

  • Sistema de fluxo com autoclean

  • Comunicação digital (Modbus, Ethernet)

  • Armazenamento e registro de dados interno

  • Compatível com gerenciamento remoto via software próprio

Tem dúvidas sobre calibração, manutenção, integração ou suporte técnico?

FAQ – STAC2

Como fazer a integração do STAC2 ao sistema de automação?

A unidade pode ser integrada via Modbus TCP/IP ou Modbus RTU, possibilitando comunicação com CLPs, supervisórios e softwares de gestão.

Sim. O software permite criar modelos personalizados baseados em correlações laboratoriais, garantindo alta precisão em medições equivalentes.

O ciclo de medição varia entre 2 e 5 minutos, incluindo leitura de referência (“blank”) automática.

Não. A análise é totalmente ótica, sem necessidade de químicos ou consumíveis.

Sim — conta com autolimpeza integrada no circuito hidráulico, reduzindo manutenção.

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