Sensor de DQO em aterros

Sensor de DQO em aterros

Em aterros sanitários, decisões críticas sobre equalização, diluição, desvio de fluxo e envio para terceiros precisam ocorrer enquanto a carga orgânica ainda está se formando. O chorume não oferece tempo de reação confortável: picos rápidos, tendências ascendentes e quedas abruptas antecedem falhas de tratamento. Trabalhar com dados laboratoriais pontuais significa operar com atraso estrutural. Nesse cenário, a DQO deixa de ser um número de relatório e passa a ser uma variável de risco em tempo real, diretamente ligada à continuidade do processo, à proteção dos reatores e à previsibilidade logística.

Origem do risco: variabilidade extrema do chorume

O chorume é gerado continuamente pela percolação da água através da massa de resíduos, resultando em um efluente altamente carregado do ponto de vista orgânico e químico. Sua composição varia ao longo do tempo conforme idade do aterro, regime de chuvas, tipo de resíduo disposto e estágio de degradação biológica predominante, seja acidogênese ou metanogênese. Essa variabilidade torna o chorume um vetor crítico de risco ambiental e regulatório, capaz de comprometer sistemas próprios de tratamento, sobrecarregar ETEs externas e gerar não conformidades em lançamentos ou no transporte para terceiros quando não controlado de forma contínua.

DQO como variável de controle, não apenas de medição

A Demanda Química de Oxigênio (DQO) representa a carga orgânica total potencialmente oxidável, incluindo frações não biodegradáveis. Em aterros, ela está diretamente associada à carga aplicada em sistemas de equalização, tratamentos físico-químicos, biológicos e no envio externo do efluente. O problema central não são apenas valores elevados, mas a instabilidade. Variações abruptas de DQO provocam choques de carga em reatores biológicos, consumo excessivo de reagentes e dificuldades logísticas. Eventos de chuva ou mudanças na recirculação interna podem elevar a carga de forma súbita, tornando a reação tardia operacionalmente ineficaz.

Faixas críticas e impacto regulatório indireto

Não existe um limite nacional único de DQO para lançamento na legislação federal brasileira. A Resolução CONAMA 430/2011 estabelece condições e padrões para efluentes, mas concentra-se em DBO e toxicidade, não em um valor máximo universal de DQO. Na prática, isso desloca a DQO para o papel de parâmetro de controle operacional e de gestão de carga, além de referência em contratos de recebimento externo e relatórios ambientais. As faixas críticas são aquelas em que pequenas variações levam o sistema de um regime estável para sobrecarga, exigindo equalização adicional, diluição imediata ou ajustes rápidos de operação. Monitorar médias diárias é insuficiente; o controle depende da leitura de tendências, picos e desvios rápidos.

Instrumentação integrada ao processo: leitura contínua da matriz

É nesse ambiente agressivo que a instrumentação online de DQO se insere como parte do próprio controle operacional. O STAC2 – Analisador online UV-Vis multiparâmetro opera por varredura espectral de 190 a 800 nm, com resolução de 1 nm, permitindo a correlação espectral contínua da amostra com parâmetros como DQO, sem uso de reagentes. Em aterros, essa característica reduz custos, elimina riscos de manuseio químico e simplifica a operação. O equipamento aceita até quatro fluxos de amostragem, viabilizando o acompanhamento simultâneo de linhas de drenagem distintas ou pontos antes e após a equalização, mantendo coerência entre carga gerada e carga tratada.

Tempo de resposta e confiabilidade em ambiente incrustante

Com ciclos de medição entre 2 e 5 minutos, o sistema fornece uma visão quase em tempo real das variações de carga orgânica, algo inalcançável por análises laboratoriais convencionais. A criação de modelos específicos por meio do software UV-PRO é essencial para chorume, cuja matriz é altamente particular e variável. Além disso, o sistema de auto-limpeza do circuito de fluido aumenta a confiabilidade em um efluente com alta tendência à incrustação e deposição de sólidos, assegurando continuidade de dados sem intervenções constantes e mantendo a integridade das leituras ao longo do tempo.

DQO como variável ativa de controle e gestão

A integração do analisador via Modbus TCP/IP ou RTU, com comunicação Ethernet ou WiFi, permite que a DQO atue diretamente em sistemas supervisórios e lógicas de controle, deixando de ser apenas informativa. O acesso a dados locais e em nuvem fortalece a rastreabilidade histórica, essencial para auditorias ambientais, gestão contratual e comunicação com órgãos reguladores. Operacionalmente, a leitura contínua possibilita antecipar sobrecargas, ajustar vazões, promover diluições controladas e desviar fluxos antes que o impacto se materialize, reduzindo riscos de colapso biológico, paradas não programadas e consumo excessivo de insumos.

Continuidade operacional como resultado técnico

Controlar chorume em aterros é uma condição para a sustentabilidade operacional, não apenas uma exigência ambiental. A DQO consolida-se como o parâmetro mais representativo do risco associado à carga orgânica total. A ausência de um limite legal único não diminui sua relevância; ao contrário, exige monitoramento contínuo orientado ao processo. Integrado à operação, o STAC2 – Analisador online UV-Vis multiparâmetro transforma a DQO em uma variável de decisão, adequada à alta variabilidade do chorume. Sua tecnologia sem reagentes, capacidade multiponto, flexibilidade de modelagem e integração com automação permitem compreender o comportamento do efluente ao longo do tempo. Mais do que medir, o sistema sustenta a previsibilidade, a segurança e o controle técnico de uma operação permanentemente exposta a risco ambiental e regulatório.

STAC2 – Analisador online UV Vis multiparametro

STAC2 – Analisador online UV-Vis multiparâmetro

Analisador online UV-Vis multiparâmetro

O STAC2 é uma solução avançada para monitoramento contínuo da qualidade da água, utilizando tecnologia UV/Vis capaz de detectar em tempo real parâmetros como DBO, DQO, COT, sólidos suspensos (TSS), nitratos e outros indicadores essenciais. Possui quatro canais de amostragem e foi projetado para aplicações exigentes em estações de tratamento, águas industriais, superficiais e sistemas de abastecimento.

  • Varredura espectral completa de 190 a 800 nm, com resolução de 1 nm

  • Suporte para até quatro linhas de amostragem trabalhando simultaneamente

  • Medições multiparâmetros sem reagentes

  • Sistema de limpeza automática integrado

  • Conectividade moderna: WiFi, Ethernet, USB e armazenamento interno

  • Ideal para processos industriais e monitoramento ambiental contínuo

  • Analisador UV/Vis multiparâmetro

  • Medição contínua em linha

  • Sistema de fluxo com autoclean

  • Comunicação digital (Modbus, Ethernet)

  • Armazenamento e registro de dados interno

  • Compatível com gerenciamento remoto via software próprio

Tem dúvidas sobre calibração, manutenção, integração ou suporte técnico?

FAQ – STAC2

Como fazer a integração do STAC2 ao sistema de automação?

A unidade pode ser integrada via Modbus TCP/IP ou Modbus RTU, possibilitando comunicação com CLPs, supervisórios e softwares de gestão.

Sim. O software permite criar modelos personalizados baseados em correlações laboratoriais, garantindo alta precisão em medições equivalentes.

O ciclo de medição varia entre 2 e 5 minutos, incluindo leitura de referência (“blank”) automática.

Não. A análise é totalmente ótica, sem necessidade de químicos ou consumíveis.

Sim — conta com autolimpeza integrada no circuito hidráulico, reduzindo manutenção.

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