Sensor de condutividade em indústrias de bebidas

Sensor de condutividade em industrias de bebidas

Em linhas de bebidas que operam de forma contínua, os momentos de transição, como partidas de linha, trocas de turno, mudanças de fonte de água e finalização de ciclos Clean-in-Place – CIP, concentram o maior risco de instabilidade do processo. Nessas condições, a condutividade elétrica da água passa a atuar como um sinal imediato de variação da composição iônica, indicando presença residual de detergentes alcalinos ou ácidos, falhas de enxágue, regeneração incompleta de resinas ou mistura inadequada de águas tratadas internamente. Diferentemente de análises laboratoriais pontuais, o ambiente industrial exige resposta rápida e contínua, pois pequenas oscilações, da ordem de poucos microsiemens por centímetro, já são suficientes para comprometer a repetibilidade das formulações, a eficiência de dissolução de açúcares e aditivos e a estabilidade físico-química da bebida. Nesse cenário, a água deixa de ser apenas insumo e passa a ser variável de controle em tempo real, diretamente conectada à continuidade operacional e à qualidade do produto final.

Condutividade como indicador operacional além da conformidade legal

Embora a água utilizada atenda aos critérios legais de potabilidade, a legislação sanitária brasileira não estabelece limites diretos para condutividade, priorizando parâmetros microbiológicos e químicos específicos. Na prática industrial, isso cria um vazio normativo que precisa ser preenchido por critérios internos rigorosos. A indústria de bebidas define janelas operacionais estreitas de condutividade, baseadas em validações sensoriais, desempenho histórico dos equipamentos e estabilidade das formulações. Desvios acima dessas faixas indicam risco de arraste de produtos de limpeza, contaminação cruzada entre etapas ou falhas em sistemas como abrandadores e osmose reversa; desvios abaixo podem sinalizar diluição indevida ou problemas no tratamento. Como essas variações podem ocorrer de forma rápida durante ciclos térmicos, regenerações ou mudanças de carga iônica, medições pontuais não capturam o fenômeno, resultando em correções tardias, descarte de produto, retrabalho ou não conformidades internas.

Ambiente industrial: agressividade, temperatura e continuidade

O controle da condutividade em indústrias de bebidas ocorre em regime contínuo, sob condições que incluem umidade elevada, lavagem frequente de equipamentos, presença constante de produtos químicos de limpeza e variações de temperatura ao longo do dia. Esses fatores afetam diretamente a estabilidade da medição e diferenciam radicalmente a aplicação industrial de um ambiente de laboratório. A instrumentação instalada precisa manter confiabilidade metrológica mesmo após ciclos CIP repetitivos e operar sem interrupções em plantas que funcionam 24/7. Nesse contexto, a condutividade deixa de ser apenas um parâmetro de qualidade e passa a integrar o sistema de proteção do processo, evitando que água fora do padrão interno seja utilizada em etapas críticas como preparo de xaropes, diluições, lavagem de embalagens, sistemas CIP e geração de vapor.

Integração funcional da medição ao controle de processo

Para que a condutividade cumpra esse papel operacional, a medição precisa estar integrada à automação da planta, com compensação automática de temperatura e estabilidade frente a incrustações e variações de carga iônica. É nesse ponto que o C4E – Sensor digital de condutividade se insere de forma funcional no processo, não como um bloco isolado de produto, mas como parte da estratégia de controle contínuo. Sua tecnologia de 4 eletrodos com corrente alternada e tensão constante reduz significativamente efeitos de polarização e incrustação, comuns em ambientes com resíduos químicos e flutuações de composição. A medição simultânea de condutividade, salinidade e temperatura, com compensação automática, garante leituras consistentes mesmo quando a temperatura da água varia ao longo do ciclo produtivo. A arquitetura digital com comunicação Modbus RS-485 permite conexão direta aos sistemas de supervisão, viabilizando alarmes em tempo real e ações corretivas imediatas, como bloqueio de linha ou redirecionamento de fluxos.

Estabilidade metrológica e robustez em operação contínua

Outro aspecto crítico em plantas de bebidas é a redução de intervenções manuais e paradas não programadas. O armazenamento dos dados de calibração no próprio sensor aumenta a confiabilidade metrológica ao longo do tempo e diminui a necessidade de recalibrações frequentes. Com grau de proteção IP68, o conjunto sensor e eletrônica suporta lavagem externa, ambientes agressivos e operação contínua, características indispensáveis em linhas industriais submetidas a ciclos térmicos e químicos recorrentes. Essa robustez garante que a condutividade seja monitorada de forma estável durante toda a operação, inclusive nos momentos mais críticos, como o retorno do enxágue final após CIP ao patamar da água de alimentação, condição essencial para confirmar a ausência de resíduos.

Impactos diretos na qualidade e na eficiência operacional

Quando a condutividade é tratada como variável de controle contínuo, os benefícios se tornam mensuráveis. A uniformidade da água entre lotes e turnos assegura repetibilidade do produto final e estabilidade sensorial, fundamentais para marcas que operam em larga escala. A identificação imediata de desvios reduz o uso de água fora do padrão interno, diminuindo descarte de produto, retrabalho e consumo excessivo de insumos. A integração digital ao sistema de controle permite respostas automáticas e padronizadas, enquanto a tecnologia de 4 eletrodos contribui para menor manutenção corretiva. Assim, o monitoramento online deixa de ser apenas um indicador e passa a atuar como elemento de proteção da eficiência do processo produtivo.

Condutividade como ferramenta estratégica da operação

Na realidade operacional da indústria de bebidas, controlar a condutividade da água é garantir estabilidade do processo, mesmo na ausência de um limite legal específico. Ao transformar esse parâmetro em uma variável monitorada continuamente, compensada por temperatura e integrada à automação, a planta reduz incertezas associadas a variações de fonte, ciclos CIP e flutuações térmicas. A aplicação do C4E – Sensor digital de condutividade, com sua tecnologia de 4 eletrodos, comunicação Modbus RS-485 e proteção IP68, permite que a condutividade deixe de ser um dado pontual e passe a sustentar decisões operacionais em tempo real. Dessa forma, a água mantém sua uniformidade ao longo de todo o processo produtivo, reforçando a confiabilidade industrial, padronização do produto final e a competitividade da operação.

Sensor Digital C4E

Sensor Digital C4E

C4E

O sensor C4E utiliza um sistema de 4 eletrodos com corrente alternada e tensão constante. Essa tecnologia garante leituras precisas de condutividade e salinidade na maioria das aplicações de água, mesmo em condições desafiadoras.

  • Medição simultânea de condutividade, salinidade e temperatura

  • 4 faixas de medição + 1 faixa automática

  • Baixo consumo de energia

  • Comunicação digital Modbus RS-485 (protocolo aberto)

  • Protocolo de comunicação aberto (MODBUS RTU RS-485 ou SDI-12)

  • Sensor com consumo de energia muito baixo

Tem dúvidas sobre calibração, manutenção, integração ou suporte técnico?

FAQ – C4E

A temperatura é um fator que afeta a medição de condutividade da água?

Sim. A temperatura influencia diretamente a condutividade da água. Por isso, os sensores de condutividade deste tipo contam com compensação automática de temperatura para garantir resultados precisos.

A tecnologia digital permite armazenar os dados de calibração no próprio sensor, o que reduz a necessidade de recalibrações frequentes. A manutenção usual inclui limpeza dos eletrodos, verificação de danos e calibração periódica, especialmente em ambientes com maior incrustação.

 

Sim. O conjunto sensor + eletrônica é projetado para operação em ambientes agressivos, com grau de proteção IP68 e materiais robustos para aplicações em diferentes tipos de água.

 

O sistema de 4 eletrodos melhora a precisão em relação a células de 2 eletrodos, reduzindo efeitos de incrustação e polarização. Isso garante medições confiáveis em águas residuais, água potável e outros processos industriais.

Conteúdos

Você pode gostar de ler:

AQUALABO BRASILEIRO

Aqualabo Brasil

Da concepção à implementação dos seus equipamentos

A AQUALABO projeta, fabrica e comercializa uma ampla gama de equipamentos e instrumentos para controle e análise da água.

Precisa de orientação personalizada e suporte técnico?