Sensor de condutividade em caldeiras

Sensor de condutividade em caldeiras

Em uma caldeira industrial, a integridade mecânica não é definida apenas por pressão e temperatura de projeto, mas pela estabilidade química da água em regime de evaporação contínua. A cada ciclo de aquecimento, evaporação e reposição, os sólidos dissolvidos totais (TDS) permanecem no sistema, elevando progressivamente sua concentração. Quando a purga não é corretamente ajustada, esse acúmulo ocorre de forma acelerada e silenciosa. Diferentemente de sistemas de água fria ou processos abertos, a caldeira opera sob alta temperatura, pressão elevada e variações químicas rápidas, criando um ambiente severo onde pequenas alterações na qualidade da água podem gerar consequências estruturais relevantes. Nesse cenário, a condutividade elétrica se estabelece como o parâmetro mais representativo do acúmulo de sais dissolvidos, pois responde de forma imediata às variações de concentração iônica, tornando-se uma variável diretamente associada à segurança operacional da planta.

Risco operacional: incrustação como falha física do processo

O principal risco técnico associado à elevação da condutividade em caldeiras industriais é a formação de incrustações minerais nas superfícies de troca térmica. À medida que a água evapora, íons como cálcio, magnésio, sílica e outros sais permanecem no sistema, elevando a concentração de sólidos dissolvidos. Ao ultrapassar limites operacionais específicos, esses compostos precipitam e aderem às paredes internas dos tubos. O impacto é físico e térmico: redução da transferência de calor, criação de pontos de superaquecimento localizado, aumento do consumo de combustível, deformação de tubos, risco de ruptura e redução da vida útil da caldeira. Diferentemente de problemas microbiológicos, trata-se de um mecanismo puramente físico, porém igualmente crítico. Além disso, a incrustação compromete a confiabilidade de instrumentos convencionais, atrasando a correção do processo e ampliando o risco de falhas estruturais.

Condutividade não como indicador, mas como elemento ativo de controle

Em caldeiras industriais, a condutividade não é apenas um parâmetro de monitoramento, mas um elemento ativo na estratégia de purga contínua ou intermitente. O objetivo é manter a concentração de sais dentro de limites seguros e tecnicamente aceitáveis para o regime de operação. A dificuldade está no fato de que não existe um limite único definido por legislação ambiental ou sanitária, pois trata-se de um circuito fechado de processo industrial. Os valores admissíveis são definidos por critérios de engenharia térmica, prevenção de incrustação, pressão de operação, tipo de caldeira e tratamento químico adotado. O controle inadequado resulta em dois extremos igualmente indesejáveis: condutividade elevada, com deposição de sais, ou condutividade excessivamente baixa, indicando purgas excessivas, desperdício de água e perda de energia térmica já incorporada ao sistema.

Faixas críticas onde pequenas variações geram grandes impactos

A faixa operacional crítica de condutividade em caldeiras não está associada à capacidade máxima de leitura de um sensor, mas ao intervalo onde pequenas variações geram impactos significativos na formação de incrustações. Em aplicações típicas, a condutividade da água da caldeira é controlada em faixas da ordem de alguns milhares de µS/cm, variando conforme as condições específicas do sistema. Incrementos relativamente pequenos dentro dessa faixa indicam acúmulo acelerado de sólidos dissolvidos e exigem resposta imediata do sistema de purga. O ponto crítico é a estabilidade do controle ao longo do tempo: desvios prolongados acima da faixa segura favorecem a deposição mineral, enquanto desvios para baixo representam ineficiência operacional e aumento de custos.

Medição confiável em ambiente severo: o papel do sensor no processo

Para que a condutividade seja utilizada como variável de controle efetiva, a medição precisa ser contínua, estável e confiável, mesmo em ambiente severo.

O C4E – Sensor digital de condutividade, da Aqualabo, foi desenvolvido exatamente para aplicações em água onde a estabilidade da medição é essencial, como em caldeiras industriais. Sua tecnologia de 4 eletrodos com corrente alternada e tensão constante reduz significativamente os efeitos de polarização e de incrustação sobre a célula de medição, um fator crítico em condições de alta concentração de sais dissolvidos. A medição simultânea de condutividade, salinidade e temperatura, com compensação automática de temperatura, garante que as variações térmicas típicas do processo não distorçam a leitura, algo indispensável em sistemas aquecidos.

Integração direta ao controle de purga e automação industrial

Inserido diretamente no contexto operacional da caldeira, o C4E atua como elo entre a química da água e o sistema de controle. A comunicação digital via Modbus RS-485, com protocolo aberto, permite integração direta com CLPs e sistemas de controle de purga automática, assegurando resposta rápida às variações do processo. O armazenamento dos dados de calibração no próprio sensor reduz a necessidade de intervenções frequentes, enquanto o baixo consumo de energia e a construção robusta com grau de proteção IP68 tornam o sensor adequado para instalação permanente em linhas de processo industrial, mesmo sob presença de vapor, ciclos térmicos intensos e risco de incrustação.

Impactos operacionais diretos da medição online estável

A utilização de um sensor online de condutividade como o C4E gera benefícios operacionais diretos e mensuráveis. O controle preciso da purga evita tanto a concentração excessiva de sólidos dissolvidos quanto o descarte desnecessário de água quente tratada, resultando em maior eficiência térmica e redução de custos operacionais. A confiabilidade da medição, proporcionada pelo sistema de 4 eletrodos, reduz leituras falsas causadas por fouling, comuns em sensores convencionais. Do ponto de vista da manutenção, a menor necessidade de recalibração e a facilidade de integração ao sistema de automação reduzem paradas não programadas e a dependência de inspeções manuais, contribuindo para a continuidade do processo industrial.

Condutividade como garantia de continuidade e vida útil do ativo

Manter a condutividade dentro da faixa adequada não é uma exigência normativa, mas uma condição técnica para preservar a integridade mecânica da caldeira. A medição online, contínua e confiável é o único meio de responder em tempo real às variações inevitáveis do processo de evaporação e reposição. Ao fornecer dados consistentes mesmo em ambientes severos, o sensor digital C4E da Aqualabo permite que a condutividade deixe de ser um indicador passivo e passe a atuar como variável de controle central. O resultado é uma operação mais estável, menor risco de incrustações, redução de falhas estruturais e maior vida útil da caldeira, alinhando eficiência energética, segurança industrial e boas práticas de engenharia de processos.

Sensor Digital C4E

Sensor Digital C4E

C4E

O sensor C4E utiliza um sistema de 4 eletrodos com corrente alternada e tensão constante. Essa tecnologia garante leituras precisas de condutividade e salinidade na maioria das aplicações de água, mesmo em condições desafiadoras.

  • Medição simultânea de condutividade, salinidade e temperatura

  • 4 faixas de medição + 1 faixa automática

  • Baixo consumo de energia

  • Comunicação digital Modbus RS-485 (protocolo aberto)

  • Protocolo de comunicação aberto (MODBUS RTU RS-485 ou SDI-12)

  • Sensor com consumo de energia muito baixo

Tem dúvidas sobre calibração, manutenção, integração ou suporte técnico?

FAQ – C4E

A temperatura é um fator que afeta a medição de condutividade da água?

Sim. A temperatura influencia diretamente a condutividade da água. Por isso, os sensores de condutividade deste tipo contam com compensação automática de temperatura para garantir resultados precisos.

A tecnologia digital permite armazenar os dados de calibração no próprio sensor, o que reduz a necessidade de recalibrações frequentes. A manutenção usual inclui limpeza dos eletrodos, verificação de danos e calibração periódica, especialmente em ambientes com maior incrustação.

 

Sim. O conjunto sensor + eletrônica é projetado para operação em ambientes agressivos, com grau de proteção IP68 e materiais robustos para aplicações em diferentes tipos de água.

 

O sistema de 4 eletrodos melhora a precisão em relação a células de 2 eletrodos, reduzindo efeitos de incrustação e polarização. Isso garante medições confiáveis em águas residuais, água potável e outros processos industriais.

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