Entrada da ETE – Monitoramento de DBO e DQO com Sonda Stacsense
Parâmetros monitorados: DBO e DQO com sonda Stacsense.
Importância:
O monitoramento contínuo da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) e da Demanda Química de Oxigênio (DQO) na entrada da ETE é essencial para compreender a carga orgânica afluente. Essas informações permitem ajustar a dosagem de produtos químicos e o controle do processo de aeração, otimizando custos e eficiência.
Além disso, o acompanhamento em tempo real ajuda a identificar variações bruscas na carga orgânica, prevenindo sobrecargas no sistema e garantindo maior estabilidade operacional.
Reator Biológico – Controle de pH e Oxigênio Dissolvido (OD)
Parâmetros monitorados: pH e Oxigênio Dissolvido (OD).
Importância:
O controle do pH é fundamental para manter o equilíbrio microbiológico do reator. Valores muito ácidos (abaixo de 6,5) ou muito alcalinos (acima de 8,5) podem inibir a atividade das bactérias aeróbias, reduzir a eficiência da degradação orgânica e favorecer processos anaeróbios indesejados, responsáveis pela geração de odores.
Manter o pH dentro da faixa ideal (6,5 a 8,0) garante que o processo biológico ocorra de forma estável e eficiente.
O Oxigênio Dissolvido (OD) deve ser mantido dentro do intervalo recomendado — geralmente entre 4 e 8 mg/L — para garantir que as bactérias aeróbias disponham de oxigênio suficiente para o metabolismo. Valores acima do necessário representam desperdício de energia nos aeradores, enquanto valores abaixo do mínimo podem causar estresse ou morte das bactérias, diminuindo a produtividade do sistema.
Tanto o pH fora da faixa adequada quanto o OD insuficiente por períodos prolongados podem levar à morte total da biomassa do reator, exigindo a interrupção do processo e um período de recuperação que pode variar de duas semanas a até dois meses, dependendo do porte da ETE. Nesses casos, pode ser necessário reconstituir o lodo biológico com novas culturas bacterianas.
Saída da ETE – Monitoramento de Turbidez, DBO e DQO
Parâmetros monitorados: Turbidez (NTU) e DBO e DQO com sonda Stacsense.
Importância:
Na saída da ETE, o monitoramento desses parâmetros é essencial para garantir que o efluente tratado atenda aos limites legais estabelecidos por órgãos ambientais, como o CONAMA (Resolução nº 430/2011) a nível federal e o programa PAEL da CETESB no estado de São Paulo.
O não enquadramento dos valores de turbidez, DBO e DQO pode resultar em autuações e multas, além de representar risco de contaminação dos corpos hídricos receptores. O controle contínuo assegura que o efluente lançado esteja dentro dos padrões de qualidade exigidos para a classe do rio ou corpo hídrico receptor, contribuindo para a conformidade ambiental e a sustentabilidade do processo.
Resumo – Benefícios do Monitoramento em Tempo Real
O monitoramento em tempo real dos parâmetros DBO, DQO, pH, OD e turbidez em diferentes pontos da ETE permite:
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Ajustar com precisão a operação e o consumo energético;
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Prevenir falhas e paradas do processo biológico;
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Garantir conformidade com as normas ambientais;
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Manter a eficiência e estabilidade do sistema de tratamento.




